No início da revolução , o governo Fidel foi visto com simpatia pela simpatia pública dos Estados Unidos. Mas , em pouco tempo, essa imagem positiva foi revertida. O governo revolucionário determinou a execução sumária de todos os inimigos políticos do novo governo e promoveu a desapropriação e a nacionalização de uma série de empresas norte-americanas. Fidel decretou a reforma agrária , desapropriou os latifúndios controlados por grandes empresas , nacionalizou os bancos e as minas. em 1960, a Texaco e outras refinarias de petróleo foram nacionalizadas diante da recusa delas em refinar o petróleo para o novo governo cubano. Em 1961, os Estados Unidos romperam relações comerciais e diplomáticas com a Ilha. Qualquer cidadão, empresa ou filial de empresa norte-americana ficou impedindo de realizar transação comercial com Cuba. Proibiu -se também o turismo , que constituía uma importante fonte de renda para o país. Em 1962 , Cuba foi expulsa da OEA (organização dos Estados Americanos) e lhe foi imposto bloqueio econômico por todos os países do continente , com exceção do México. Esses acontecimentos forçaram uma aproximação definitiva de Cuba com a URSS , que passou a adquirir , a bom preço, os tradicionais produto de exportação cubanos , principalmente o açúcar , e forneceu a Cuba ajuda financeira inicial de 100 milhões de dólares para promover a industrialização no país. Cuba passou a adotar o sistema socialista e a manter relações políticas e econômicas com os outros países já alinhados à URSS (Bulgária , Alemanha Oriental , Tchecoslováquia etc.). Até o final da década de 1980 , cerca de 85% do comércio exterior cubano era realizado dentro do bloco socialista . A perda desse comércio foi determinante para o colapso da economia cubana .
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Clonagem
Você já deve ter ouvido sobre a clonagem do DNA e agora vamos falar da clonagem de organismos multicelulares , mencionando três técnicas desenvolvidas para se obter um clone: a) reproduz-se em laboratório um acontecimento natural, que é a reprodução vegetativa (mais comum em plantas) , ou, no caso de animais como mamíferos , estimula-se em laboratório o surgimento de gêmeos monozigóticos. Neste caso, recolhem-se sêmen e óvulos de animais selecionados que possuem características de interesse e promove-se a fecundação em laboratório . Assim que o zigoto se forma e se iniciam as primeiras divisões celulares, as células originadas são separadas artificialmente e implantadas em fêmeas ("mães de aluguel") , onde se completa o desenvolvimento embrionário. Cada uma dessas células dará origem a um indivíduo geneticamente idêntica . Formam-se, então, clones de animais de interesse para o ser humano; b) a partir de células somáticas , como foi o caso da ovelha Dolly: uma célula receptora , o ovócito retirado do ovário de uma ovelha da raça Blackface, teve seu material genética removido com auxílio de uma micropipeta. Uma célula (2n) retirada da glândula mamária de uma ovelha adulta da raça finn dorset foi mantida em estado de quiescência , ou seja, em condições que a tornaram pouco ativa. Essa célula foi fundida ao ovócito desprovido de material genético nuclear. O ovócito , agora com o núcleo 2n recebido da célula somática , foi estimulado a iniciar o desenvolvimento embrionário. A seguir , o embrião com poucas células foi introduzido no útero de uma "mãe de aluguel". Vale ressaltar que o processo de clonagem não é simples quanto parece . No caso descrito, foram produzidos 277 embriões até que um deles, a Dolly, nascesse. Mesmo assim, Dolly apresentou sinais de envelhecimento precoce e artrite , tendo sido sacrificada em 2003 em função de complicações de saúde, aos 7 anos de idade; c) a partir de células embrionárias , como foi o caso do primeiro animal clonado no Brasil : a bezerra Vitória , da raça Simental, que nasceu em 17 de março de 2001, no Campo Experimental Sucupira , da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ). Vitória é fruto da transferência do núcleo de uma célula de embrião de cinco dias, coletado de uma vaca da raça Simental , para um ovócito enucleado retirado de uma vaca de outra raça. Depois , o embrião em início de desenvolvimento foi implantado em uma "vaca de aluguel" . Gestação e parto ocorreram normalmente. Aos três anos de idade, Vitória recebeu o sêmen de um touro de sua raça , (Simental) e deu à luz no dia 19 de setembro de 2004 seu primeiro filhote : a bezerrinha Glória. A possibilidade da clonagem , inclusive a humana , tem levantado intensas discussões éticas. É importante frisar que não se clonam indivíduos , mas sim genomas , termo que se refere ao conjunto de todo o DNA nuclear que determinado organismo tem em suas células. A clonagem não impede as interações complexas do genótipo com o ambiente na produção do fenótipo. Assim, apesar de genotipicamente idênticos , os clones não terão exatamente os mesmos fenótipos por causa da ação do meio. Outra questão a ser analisada nessas clonagens é o DNA mitocondrial , que pode conter alguns genes responsáveis por doenças , responsáveis por doenças , como é o caso da doença humana chamada atrofia óptica de Leber, um tipo de cegueira. Se a clonagem for feita apenas com a transferência de núcleo 2n para o ovócito desprovido de DNA nuclear, o DNA mitocondrial será o do ovócito e o clone não será completo por causa do material genético das mitocôndrias. Quando ocorre fusão entre a célula 2n e o ovócito desprovido de DNA nuclear , o DNA mitocondrial é em parte do ovócito e em parte da célula somática, e o clone terá mitocôndrias tanto do ovócito quanto da célula que se fundiu a ele. Testes de maternidade ( para constatar quem é a mãe de uma criança) podem ser feitos pela análise do DNA mitocondrial, pois as mitocôndrias dos descendentes são herdadas apenas da mãe.
O Termo "Revolução" Na História
A palavra "revolução" originou-se provavelmente da astronomia a partir da teoria de Copérnico [...] . No seu científico o termo reteve o seu significado original latino, designando o movimento rotativo , regular e inexorável dos astros. [...] No século dezessete encontramos pela primeira vez a utilização política da palavra , mas o conteúdo metafórico ainda estava ligado ao sentido original , o movimento de retornar a um ponto preestabelecido. A palavra foi primeiramente usada na Inglaterra não para designar a assunção de Cromwell ao poder ( a primeira ditadura revolucionária), mas ao contrário, depois da queda do déspota por ocasião da restauração da monarquia. Podemos precisar o exato instante em que a palavra "revolução" foi utilizada no sentido de mudança irresistível e não mais como um movimento recorrente. Foi durante a noite de 14 de julho de 1789 em Paris, quando Luís XVI ouviu de um emissário que a Bastilha havia caído. " É uma revolta", disse o rei. Ao que o mensageiro retrucou : "Não, majestade, é uma revolução". Nas décadas seguintes conformou-se um quadro de que as revoluções não são feitas de homens isolados, mas resultado de um processo incontrolável do qual os homens são parte. E foi somente na metade do século dezenove que Proudhon cunhou a expressão "revolução permanente" e com ela trouxe o conceito de que não existem revoluções , mas uma só, total e perpétua. Teoricamente , a consequência mais ampla da Revolução Francesa foi o nascimento da noção de História e do processo dialético , da filosofia de Hegel. Foi a Revolução Francesa e não a Americana que incendiou o mundo e foi consequentemente dela e não do curso dos acontecimentos na América que a presente conotação da palavra ganhou o formato atual. Neste nosso século as ocorrências revolucionárias passaram a ser examinadas dentro dos padrões franceses e em termos de necessidades históricas.
-Arendt , Hannah. Arendt e as revoluções. Disponível em : <http://almanaque.folha.uol.com.br/filosofiaarendt.htm>. Acesso em: 7 de maio 2007.
O Refino Eletrolítico do Cobre
Uma das importantes aplicações do cobre metálico é como condutor de eletricidade em fios elétricos e em circuitos eletrônicos. Isso exige alta pureza, pois o cobre impuro não é um condutor tão bom quanto o cobre puro. Isso torna necessário purificar o cobre obtido na metalurgia , pois sua pureza geralmente não é suficiente para usá-lo como condutor elétrico. Para a obtenção de cobre com pureza superior a 99,5% , é empregado o refino eletrolítico. O procedimento envolve a eletrólise de uma solução aquosa de CuSO4, utilizando como ânodo (Pólo Positivo) o cobre metalúrgico , que contém impurezas como ferro, zinco, ouro , prata e platina. No ânodo , ocorre a oxidação do cobre e das impurezas que se oxidam mais facilmente que ele (ferro, zinco). As impurezas mais difíceis de oxidar (ouro, prata , platina) desprendem-se do eletrodo ao longo do processo e formam um depósito no fundo do recipiente , a lama anódica. O custo do refino eletrolítico é atenuado pela venda dos materiais presentes na lama anódica. No cátodo , ocorre a redução dos íons Cu2+ a cobre metálico , mas não de íons como Fe2+ e Zn2+ , que são mais difíceis de reduzir que o Cu2+ e permanecem em solução , garantindo alta pureza do cobre depositado.
Democracia , Educação e Cidadania
O lado dramático e cruel da situação educacional brasileira está exatamente aí. O homem da camada social dominante tira proveito das deformações de sua concepção de mundo. Ao manter a ignorância , preserva sua posição de mando, com os privilégios correspondentes. O mesmo não sucede com o homem do Povo. As deformações de sua concepção de mundo atrelam-no , indefinidamente, a um estado de incapacidade , miséria e subserviência. Transformar essa condição humana, tão negativa para a sociedade brasileira , não poderia ser uma tarefa exclusiva das escolas. Todo o nosso mundo precisaria reorganizar-se para atingir-se esse sim. No entanto, é sabido que as escolas teriam uma contribuição específica a dar , como agências de formação do horizonte intelectual dos homens. Cabia à lei fixar certas condições , que assegurassem duas coisas essenciais: a equidade na distribuição das oportunidades educacionais; a conversão das escolas em instituições socializadoras, pondo cobro ao divórcio existente entre a escolarização e o meio social. Ainda aqui a lei se mostra parcial e inoperante. Atende aos interesses dos novos círculos de privilegiados da sociedade brasileira, como as classes médias e ricas das grandes cidades, e detém-se diante do desafio crucial : a preparação do homem para a democracia , que exige uma educação que não seja alienada política, social e historicamente.
+Fernandes, Florestan. Educação e Sociedade no Brasil. São Paulo: Dominus/Edusp, 1966. P. 537.
O Ciclo Menstrual
Já comentamos que a adenoipófise produz dois hormônios gonadotrópicos : o hormônio luteinizante (LH) e o folículo estimulante (FSH). Na mulher , o FSH estimula os folículos ovarianos a produzirem óvulos , e esses folículos em desenvolvimento secretam o estrógeno , hormônio sexual feminino , responsável pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários típicos das mulheres. Os hormônios gonadotrópicos na mulher interagem com os produzidos pelo ovário , de modo que uns controlam a produção dos outros . A interação desses hormônios determina uma série de alterações no sistema reprodutor feminino, dando orgiem ao ciclo menstrual. Considerando um ciclo menstrual de 28 dias, a ovulação ocorre por volta do 14¤ dia. Se não houver fecundação, o organismo se prepara para a próxima menstruação. É importante frisar que nem todas as mulheres têm ciclos menstruais de 28 dias e aquelas que têm nem sempre ovulam no 14¤ dia. Além disso, o dia da ovulação pode variar de um ciclo para outro. Por isso , o método anticoncepcional da "tabelinha" tem alto índice de falhas , como explicado anteriormente. Tomando como base um ciclo padrão de 28 dias , as modificações que ocorrem no corpo da mulher ao longo desse período podem ser analisadas sob os pontos de vista hormonal , ocariano e uterino. No 1¤ dia do ciclo uterino a parede do útero , denominada endométrio, que está espessa e muito vascularizada, começa a descamar dando origem à menstruação , que dura em geral 5 dias. Depois, essa parede se recupera pela ação de hormônios , ocorrendo uma fase proliferativa e uma fase secretora. A hipófise aumenta a produção de FSH , que induz os folículos ovarianos a amadurecerem os óvulos , na realidade , os ovócitos . Em geral apenas um dos folículos atinge desenvolvimento maior que os outros . Assim , a mulher amadurece geralmente apenas um folículo por mês. O folículo em desenvolvimento inicia a secreção do estrógeno , que passa a ter alta concentração no sangue. Essa concentração de estrógeno começa a inibir a produção de FSH pela hipófise , ao mesmo tempo em que a estimula a secretar LH. A concentração de LH aumenta rapidamente , tornando-se o estímulo hormonal para a ovulação , que costuma ocorrer no 14¤ dia no caso do ciclo que estamos analisando como exemplo. Os altos níveis de estrógenos do 6¤ ao 14¤ dia do ciclo estimulam o crescimento do endométrio (fase proliferativa). O FSH tem um pico de produção e volta a cair novamente até o início de um novo ciclo menstrual. Após a ovulação , a alta concentração de LH estimula a formação do corpo lúteo ou corpo amarelo no folículo que eliminou o ovócito . Sob a influência do LH , o corpo lúteo inicia a produção de outro hormônio: a progesterona. Este estimula as glândulas do endométrio a secretarem seus produtos (fase secretora) e é importante também para manter o endométrio desenvolvido dentro do útero . O aumento da concentração de progesterona inibe a produção de LH pela hipófise (Feedback negativo) e , assim, a concentração de LH decresce. Por volta do 22¤ dia do ciclo o corpo amarelo começa a regredir e , com isso, os níveis de progesterona e de estrógeno sofrem redução. No 28 ¤ dia os níveis de progesterona , estrógenos , LH e FSH estão baixos , sendo que o baixo nível de progesterona representa a eliminação do estímulo que mantém o endométrio desenvolvido. Nessas condições , o endométrio fica na iminência de uma nova descamação (menstruação), reiniciando o ciclo.
A Guerra Fria
Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo se dividiu em dois blocos: o bloco dos países capitalistas , liderados pelos Estados Unidos, e o bloco dos países socialistas , liderados pela União Soviética. A tensão entre os dois blocos gerou conflitos. Esses conflitos , porém, até agora , são contornáveis. O mundo tem até hoje suas atenções voltadas para as superpotências. Teme-se um confronto direto entre os Estados Unidos e a Rússia, principalmente depois de a União Soviética ter experimentado com sucesso a bomba atômica. A verdade é que tanto os Estados Unidos como a Rússia lutaram um contra o outro na tentativa de impedir o crescimento expansionista . O grande trunfo é a bomba atômica. A Rússia lançou bomba atômica em 1949. Os Estados Unidos sentiram que precisavam projetar-se no cenário mundial, e lançaram, em 1952, a bomba de hidrogênio , a bomba H. Em 1953 , a Rússia também lançou a sua bomba H. Os dois gigantes temiam suas posições. Em 1957, os Estados Unidos sentiram-se perdidos ao saberem que a Rússia havia colocado em órbita o primeiro satélite artificial , de nome Sputinik, mostrando ao mundo que o espaço poderia ser explorado e poderia ser motivo de futuros confrontos. Os Estados Unidos reagiram com a construção de mísseis de longo alcance . A Rússia também começou a construção de mísseis. Os dois gigantes começaram a ter consciência de que uma guerra poderia levar ao fim e à destruição da humanidade. Hoje, a tecnologia nuclear pode ser usada tanto para fins pacíficos como também para fabricar as bombas atômicas. O perigo de uma Terceira Guerra Mundial é grande , por isso os países vêm realizando campanhas em prol do desarmamento e do pacifismo. Em 1983 , os Estados Unidos anunciaram seu projeto Guerra nas Estrelas , que é um sistema de defesa com base em raios laser e mísseis antimísseis. Em 1985, Ronaldo Reagan (presidente dos EUA) e Mikhail Gorbatchov (presidente da URSS) se reuniram para tratar sobre desarmamento e pacifismo. O Brasil fez um acordo com a Alemanha para desenvolver um programa de energia nuclear . Ao que se sabe , o Brasil quer aproveitar essa energia para fins pacíficos. Temos usinas nucleares instaladas em Angra dos Reis . Porém , esperamos que realmente sejam utilizadas para fins pacíficos. A verdade é que um poder muito grande foi colocado nas mãos dos homens. Esperamos que eles saibam usá-lo para fins pacíficos.
Rede De Comunicação na Bahia
"O ex-governador Antonio Carlos Magalhães montou uma estrutura de comunicação na Bahia voltada para a divulgação permanente das suas obras e da sua imagem. A estratégia de ACM é chamada de "coronelismo eletrônico" pelo deputado Jutahy Magalhães Junior (PSDB-BA), pré-candidato ao governo estadual. A influência pelos meios de comunicação começa com uma rede de 90 emissoras de rádio e TV espalhadas pelo Estado. Todas estão nas mãos de aliados políticos , parentes e amigos do governador. ACM concedeu a maioria dos canais quando foi ministro das Comunicações. Esta rede de comunicação garante garante a divulgação da imagem de ACM em todo o Estado. A veiculação massiva a propaganda do governo faz parte da estratégia. Nas últimas semanas no cargo (ACM deixou o governo em 2 de abril [1994]), o governador intensificou sua propaganda institucional . Pesquisa da empresa Levantamento de Dados e Anunciantes mostra que o governo estadual veiculou 127 minutos de propaganda em três emissoras de TV de salvador (Itapoã, Bandeirantes e Bahia) entre 19 e 29 deste mês, com imagens e até discursos de ACM. [...] A mídia de ACM privilegia os aliados e discrimina os adversários , segundo levantamento feito pelo jornal oposicionista Tribuna da Bahia. Entre janeiro e dezembro de 93, a publicidade do governo ocupou 33.615 centímetros de coluna no Correio da Bahia , que tem o governador como um dos proprietários . Na Tribuna, jornal de oposição , a propaganda ficou em 544 centímetros. Além disso, entre janeiro de 92 e março de 93 , o governo do estado pagou U$$ 1,6 milhão em publicidade à TV Bahia, que tem o deputado Luís Eduardo , filho de ACM , como um dos proprietários."
-Lucio Vaz . Folha de S.Paulo. 5 abr. 1994.
Émile Durkheim , As Instituições e o Indivíduo
Para o fundador da escola francesa de Sociologia, Émile Durkheim (1858-1917) , a sociedade sempre prevalece sobre o indivíduo , dispondo de certas regras , normas , costumes e leis que asseguram sua perpetuação. Essas regras e leis independem do indivíduo e pairam acima de todos , formando uma consciência coletiva que dá o sentido da integração entre os membros da sociedade. Elas se solidificam em instituições , que são a base da sociedade e que correspondem , nas palavras de Durkheim, a "toda crença e todo comportamento instituído pela coletividade". A família , a escola , o sistema judiciário e o Estado são exemplos de instituições que congregam os elementos essenciais da sociedade , dando-lhe sustentação e permanência. Durkheim dava tanta importância às instituições que definia a Sociologia como "a ciência das instituições sociais, de dua gênese e de seu funcionamento". Para não haver conflito ou desestruturação das instituições e, consequentemente , da sociedade , a transformação dos costumes e normas nunca é feita individualmente , mas vagarosamente ao longo de gerações e gerações. A força da sociedade está justamente na herança passada por intermédio da educação às gerações futuras. Essa herança são os costumes , as normas e os valores que nossos pais e antepassados deixaram. Condicionado e controlado pelas instituições , cada membro de uma sociedade sabe como deve agir para não desestabilizar a vida comunitária ; sabe também que , se não agir de forma estabelecida , será repreendido ou punido , dependendo da falta cometida. O sistema penal é um bom exemplo dessa prática. Se algum indivíduo comete determinado crime, deve ser julgado pela instituição competente - o sistema judiciário - , que aplica a penalidade correspondente. O condenado é retirado da sociedade e encerrado em uma prisão , onde deve ser reeducado (na maioria das vezes não é isso o que acontece) para ser reintegrado ao convívio social. Diferentemente de Marx , que vê a contradição e o conflito como elementos essenciais da sociedade, Durkheim coloca a ênfase na coesão, integração e manutenção da sociedade. Para ele , o conflito existe basicamente pela anomia, isto é , pela ausência ou insuficiência da normatização das relações sociais, ou por falta de instituições que regulamentem essas relações. Ele considera o processo de socialização um fato social amplo, que dissemina as normas e valores gerais da sociedade - fundamentais para a socialização das crianças - e assegura a difusão de ideias que formam um conjunto homogêneo, fazendo com que a comunidade permaneça integrada e se perpetue no tempo.
Pleiotropia
Pleiotropia é a capacidade que tem um único par de alelos de produzir diversos efeitos fenotípicos simultâneos no mesmo indivíduo. Você pode observar facilmente que todos os camundongos brancos são extremamente dóceis e , ao contrário, todos os camundongos cinzentos são ariscos e indomesticáveis. Não existe exceção a essa regra. A explicação está no fato de que o mesmo par de alelos que responde pela cor da pelagem nesses animais também responde pelo grau de agressividade dos mesmos. Esse fenômeno foi observado inicialmente em ratos. Verificou-se que, entre eles , nasciam ocasionalmente indivíduos portadores de numerosas deformidades (traquéia estreita, costelas defeituosas , pulmões com pouca elasticidade, coração aumentado de volume , narinas imperduradas, focinho achatado etc.) . As experiências de cruzamento os mesmos resultados, mostrando tratar-se de herança por gene recessivo. Como o cortejo de características era indissociável, ocasionando a manifestação de um "tudo ou nada" , concluiu-se que havia a atuação de único par de genes , cuja função certamente inibiria alguma reação inicial. A partir dessa reação , outras reações ficariam impedidas de acontecer, justificando o conjunto de anomalias. Nas ervilhas , o mesmo par de genes que determina a manifestação de flores brancas também condiciona o aparecimento de um envoltório branco nas sementes. Na espécie humana , constituem exemplos de pleiotropia a síndrome de Laurene-Moon Biedl (obesidade , demência a hipoplasia genital por ação de um único par de alelos) e a síndrome de Marfan (Aracnodactilia , defeitos cardíacos e oculares , também por ação de um único par de genes). Em ratos , um gene pleiotrópico determina a cor da pelagem (com dominância para amarelo) e a letalidade (recessivo , só tendo expressividade em homozigose). É possível que muitos casos de aborto na espécie humana sejam explicados pela atuação de genes letais , como no caso dos ratos. O gene pleiotrópico pode "estimular" ou "impedir" a ocorrência de alguma reação inicial a partir da qual outras reações se desencadeiam ou fica impossibilitadas de acontecer.
Oogênese ou Ovogênese
É a formação do óvulo ou gameta feminino , fenômeno que ocorre no interior de pequenas vesículas na superfície dos ovários chamadas folículos de graaf . Cada folículo tem o aspecto de uma pequena bolha, com alguns milímetros de diâmetro . Normalmente , a cada período 28 dias, um único folículo deve amadurecer , eliminando o óvulo formado no seu interior. Dessa maneira , podemos distinguir folículos primários , folículos em desenvolvimento e folículos maduros. A evolução da oogênese compreende as mesmas três fases vistas no estudo da espermatogênese : multiplicação , crescimento e maturação. Entretanto , tais fases passam-se em épocas completamente diferentes da vida , em comparação com a espermatogênese. E têm , também , duração totalmente diversa. A fase de multiplicação ou fase germinativa da oogênese tem início ainda durante a vida intra-uterina. Quando por volta da 15ª semana da vida fatal , verifica-se que as ovogônias ou oogônias já se multiplicaram numerosas vezes e se preparam para a interrupção total e definitiva da fase de multiplicação. Tem logo início a fase de crescimento. Assim , as oogônias de última ordem sofrem aumento de volume e se transformam em óocitos primários ou de primeira ordem. A fase de crescimento perdura até por volta do 7ª mês do desenvolvimento embrionário . Logo, ela dura uns quatro meses , tempo suficiente para justificar a dimensão do óvulo imensamente maior do que a do espermatozoide . Lembre-se que, enquanto o espermatozoide é uma célula muito pequena , o óvulo é uma célula que se encontra nos limites da visão a olho nu - ele tem um diâmetro de cerca de 200 micrômetros, o que significa dizer 0,2 mm. O volume do óvulo é cerca de 1000 vezes maior do que a do espermatozoide . A partir do 7ª mês de gestação , os oócitos primários (no organismo fetal) iniciam a fase de maturação. Nesta etapa da oogênese, cada oócito primário deverá passar por uma meiose . Mas aí, sucede uma fato interessante . Todos os oócitos primários iniciam a uma só tempo a divisão I da meiose. Assim, realizam quase toda a prófase I: leptóteno, zigóteno , paquíteno e diplóteno. Ocorre , então, o curioso - todos os oócitos primários interrompem a sua meiose ao mesmo tempo, sem realizar a última etapa da prófase I, que é a subfase de diacinese. Toda a oogênese parece estagnar-se. Assim permanecerá até a adolescência. Portanto, ao nascer , a menina já realizou as fases de multiplicação e crescimento e já possui um grande número de oócitos primários em processo interrompido de meiose . Esse fenômeno de interrupção da meiose recebe o nome de dictióteno. Quando se instala a puberdade e dali por diante , sob estímulo hormonal (hormônios gonadotróficos da hipófise). começa a ter prosseguimento o processo meiótico. Mas um oócito apenas, de cada vez, fará o restante da meiose , completando a fase de maturação , a fim de originar um óvulo. Dessa forma, a cada período regular e 28 dias , haverá a produção de um único óvulo. repare que, na oogênese , forma-se apenas um óvulo a partir de cada oogônia de última ordem. na primeira divisão da meiose (divisão reducional), o oócito primário (diplóide) orignia duas células haplóides - uma maior , o oócito secundário , e outra menor , o 1ª glóbulo polar. Este último , dividindo-se ou não , deverá degenerar e desaparecer . O oócito secundário , posteriormente , fará a segunda divisão (equacional) da meiose e originará duas outras células haplóides - uma menor , o 2ª glóbulo polar , que também regredirá , e outra maior , que já é próprio óvulo ainda que muitos autores falem na fase de oótide , em verdade inexistente). Se apenas um oócito primário de cada vez desencadeia o restante da meiose a cada período de 28 dias , enquanto os demais "esperam a sua vez" , será evidente que numerosos oócitos terão de esperar muitos anos até que chegue a sua vez. Numa mulher com 40 anos d idade , por exemplo, cada oócito que termina a sua fase de maturação já estava num período de dictióteno que se havia instalado há quatro decênios. Uma célula nesta circunstância está bem velha e muito suscetível de cometer erros de divisão celular erros de disjunção cromossômica ou de permuta gênica). Isso justifica a grande frequência de filhos mongolóides em mulheres com mais de 40 anos de idade. Na mulher jovem , a possibilidade de um filho mongolóide é de aproximadamente 1/2000, enquanto na mulher com mais de 40 anos essa proporção aumenta para 1/100.
Democracia e Representação Política
Como já sabemos , a democracia pode ser entendida de de várias maneiras. Vamos destacar uma delas para examinar como a democracia desenvolveu-se no Brasil. As Regras Institucionais - No Brasil, a ampliação da participação política é um processo recente. Os detentores do poder, a serviço de uma minoria , por muito tempo mantiveram a maioria da população fora do processo eleitoral. Só para termos uma ideia , da proclamação da República , em 1889 , até 1945 , o número de eleitores foi de somente 5% da população aproximadamente, pequenas variações. Em 1960 , esse índice havia subido para 18% . Em 1980 , 47% da população podia participar das eleições e , em 2006, perto de 70% da população tinha o direito de voto. Isso não significa que esse total de votantes participou efetivamente das eleições. Sempre houve um percentual significativo ( de 15% a 20% ) de ausências. Ou seja, cem anos se passaram para que a população pudesse participar majoritariamente das eleições no Brasil. Houve evolução também na consciência do eleitor , em relação ao tempo em que se comprava o voto dos mais pobres. Essa prática diminui gradativamente , à medida que se intensificou o processo de urbanização e diminuiu a pressão dos "coronéis" e seus comandados sobre a população rural , que ainda era maioria em 1960. Contribuiu para essa evolução o desenvolvimento das regras eleitorais e das técnicas de votar, principalmente o voto secreto com cédulas únicas impressas pelo governo central e a introdução de urnas eletrônicas. Colaboraram ainda a fixação de regras mais claras e a fiscalização da Justiça Eleitoral. No entanto , essas mudanças não foram suficientes para acabar com as práticas clientelísticas ainda presentes no cotidiano político dos brasileiros. Sobre a capacidade de governar de 1988, o que podemos observar é que , recentemente , depois da Constituição de 1988, o poder político civil deixou de ser vigiado pelos militares , que, desde o início da República , estiveram à frente dos governos ou ficaram nos bastidores influindo diretamente na condução da política nacional.
Os Sistemas de Produção Agrícola
Considerar a produção agrícola como um sistema envolve a análise de suas dimensões naturais (fertilidade do solo, topografia , disponibilidade de água ) e socioeconômicas (desenvolvimento tecnológico , grau de capitalização , estrutura fundiária , relações de trabalho). Dada a diversidade de modos de vida e de produção , das leis trabalhistas e ambientais , das condições econômicas e da oferta de crédito , além de outros fatores , as condições da produção agrícola mundial são muito heterogêneas. Porém , alguns aspectos são comuns a todos os sistemas que veremos a seguir. Por exemplo, a sustentabilidade dos sistemas agrícolas é essencial para o desenvolvimento do espaço rural tanto em regiões ricas quanto em regiões pobres. Um sistema agrícola é sustentável quando é ambiental , social e economicamente estável , ou seja, tem condições de continuar existindo porque sua estrutura permite que se reproduza de sucessivas gerações. Nesse contexto , os sistemas agrícolas assim como a produção pecuária, podem ser classificados como intensivos e extensivos , de acordo com o grau de capitalização e o índice de produtividade, decorrente do uso de insumos, maquinaria e tecnologia de ponta. É importante destacar que essa classificação independe do tamanho de área de cultivo ou de criação. As propriedades que, por meio da utilização de modernas técnicas e preparo do solo , cultivo e colheita (uso de adibos , fertilizantes , sistemas de irrigação e mecanização ), apresentam elevados índices de produtividade e conseguem explorar a terra de forma sustentável praticam a agricultura extensiva são as que utilizam técnicas rudimentares , com baixa exploração da terra e reduzidos índices de produtividade. Na pecuária , o rendimento é avaliado pelo número de cabeças por hectare. Quanto maior a densidade de cabeças, independentemente de o gado estar solto ou confinado , maior é a necessidade de ração , de pastos cultivados e de assistência veterinária. Com tudo isso, há um aumento da produtividade e do rendimento , que são características da pecuária intensiva. Quando o gado se alimenta apenas em pastos naturais e a criação apresenta baixa produtividade e sustentabilidade , trata-se de pecuária extensiva. Outra maneira de classificar os sistemas de produção está relacionada à forma de gestão da mão de obra. Isso permite distinguir o predomínio de agricultura familiar ou de agricultura empresarial (patronal).
Os Órgãos Dos Sentidos
Uma questão que sempre provoca muitas controvérsias diz respeito ao fato de as plantas "sentirem" ou não os estímulos provenientes do meio externo. Ninguém duvida que os animais efetivamente "sentem". Mas... E as plantas? Estudamos o sistema nervoso e , nele , nos detivemos demoradamente comentando sobre as áreas do córtex cerebral responsáveis pela "interpretação" dos estímulos que chegam a elas. Vimos que há um verdadeiro mapeamento do córtex cerebral . Em cada região dessa mapa , os neurônios ali existentes têm uma forma específica de reagir aos estímulos que a ela chegam. Assim, no centro da visão , os neurônios reagem e provocam no indivíduo a sensação de luz , isto é , de visão , qualquer que seja a forma de estímulo que chegue a esse centro. De fato, são os nervos ópticos (procedentes dos olhos) que terminam nesse ponto. Mas , se os nervos acústicos fossem transplantados para aquele centro , qualquer som seria percebido pelo indivíduo como uma "luz". Por isso mesmo, quando alguém recebe um soco no olho (mesmo em plena escuridão), vê um coruscar de luzes ou, como se diz , "vê estrelas". Como você pode deduzir , a capacidade que temos de distinguir diferentes estímulos que provêm do exterior , como luz , som , cheiro , gosto , percepções tácteis e de dor , decorre da existência , em nosso cérebro, de centros específicos que transformam os estímulos nervosos em "noção" de visão, de audição, de odor etc. Isso só acontece porque estruturas aperfeiçoadas existentes na periferia do nosso corpo recebem os estímulos externos; em seguida , nervos locais conduzem impulsos nervosos provocados por esses estímulos ao cérebro; e , finalmente , no cérebro , esses impulsos são "processados" (como dados em computador) , resultando na capacidade de distinguir percepções diversas. Para a percepção de qualquer dos cinco sentidos básicos , funcionam sempre três setores fundamentais:
-Receptores : São as estruturas ou órgãos especiais que recebem o estímulo exterior. Compreendem os olhos, os ouvidos , os corpúsculos sensoriais da pele e da língua , bem como as terminações nervosas livres da mucosa nasal. -Condutores: São os nervos (ópticos , olfativos, acústicos etc.) , que transmitem ao cérebro os impulsos nervosos nascidos do estímulo captado pelo receptor.
Transformadores : Compreendem as áreas específicas do córtex cerebral , cujos neurônios "interpretam" os impulsos nervosos como percepção de sentidos. Como todo sistema bem montado, podemos distinguir o que é luz do que é som, o que é gosto do que é cheiro, o que é tato suave do que é dor etc. Essa capacidade de distinguir estímulos ambientais de natureza diversa é o que chamamos de sensibilidade. Ora, os vegetais não dispõem de sistema nervoso ou qualquer outra variedade de estrutura orgânica e celular que lhes possa dar essa capacidade. Portanto, eles não sentem. Quando muito, realizam tropismos e tactismo, que decorrem da simples manifestação de irritabilidade celular. A irritabilidade celular é uma forma de resposta primitiva , sempre igual , independente da natureza do estímulo. Nós já vimos que as células meristemáticas reagem ao estímulo das auxilas intensificando ou diminuindo a sua reprodução e o seu alongamento. Desse estímulo e dessa resposta resultam as manifestações de fototropismo e geotropismo. Nos tropismos, há um crescimento orientado em função do fator estimulante externo. Entre bactérias e algas euglenóides , observamos reações à luz. As bactérias costumam fugir à luz. A Euglena Viridis , ao contrário, procura regiões iluminadas. Essas são manifestações de fototactismo (negativo para as bactérias , e positivo para a Euglena). No tactismo , há um deslocamento (locomoção) orientado. Se um organismo vegetal reagir a estímulos diferentes , o fará da mesma maneira , porque ele não distingue calor ou frio , som ou luz , tato ou dor. Reafirmamos, então, que os vegetais não sentem ; podem revelar tão somente alguma forma de irritabilidade celular.
Seleção Natural
Enquanto algumas mutações, como a da anemia falciforme , alteram genes isoladamente - mutações gênicas -, outras podem alterar pedaços inteiros de cromossomos e modificar a sequência de genes em um cromossomo ou até o número de cromossomos; são as alterações ou mutações cromossômicas. Vimos que as mutações cromossômicas podem modificar o número de cromossomos (alterações numéricas) ou a sequência dos genes nos cromossomos (alterações estruturais). Uma alteração numérica pode ser causada por radiações ou substâncias químicas que atingem os fios de proteína (fuso mitótico) encarregados de puxar os cromossomos para os polos na divisão celular. Em alguns casos, todo o conjunto de cromossomos é afetado e formam-se indivíduos 3n (triplóides), 4n (tetraploides) , etc. Essa alteração , chamada euploidia, é comum em vegetais. Em algumas alterações numéricas , apenas alguns cromossomos são afetados e se originam indivíduos com número de cromossomos igual a 2n + 1.2n + 2, 2n-1, etc.; são as aneuploidias. A síndrome de Turner e a síndrome de Klinefelter são exemplos de aneuploidias dos cromossomos sexuais. A síndrome de Down (criança com deficiência mental, problemas no coração e em outros órgãos, baixa resistência a infecções , etc.) é um exemplo de aneuploidia nos autossomos ; portador dessa síndrome tem três cromossomos 21 (trissomia do 21 ). As mutações estruturais ocorrem quando radiações , vírus ou produtos químicos quebram pedaços de cromossomos . O pedaço quebrado pode se perder, unir-se a outro cromossomo, etc. Vemos os principais tipos de alterações estruturais. Em geral, elas provocam doenças , até mesmo o câncer , e infertilidade , mas , às vezes , originam outras combinações genéticas que servirão de matéria-prima para a evolução. Como já sabemos , a primeira parte do processo de evolução - caracterizada pela variedade genética - é feita ao acaso. A segunda - caracterizada pela seleção natural - não ocorre ao acaso , sendo influenciada pelos fatores ecológicos do ambiente. De forma simplificada , podemos dizer que os genes sofrem mutações aleatórias (no sentido de que seu aparecimento não é determinado por uma possível vantagem adaptativa); os indivíduos são selecionados em função de suas vantagens adaptativas , as populações evoluem. Como veremos , porém , a evolução das espécies é influenciada ainda por outros fatores, como a migração e a deriva genética. Os cientistas já estudaram vários casos de seleção natural. O processo é mais facilmente observado em populações que se reproduzem de forma rápida , como bactérias e certos insetos que atacam plantações. Em uma populações de insetos , a alta taxa de reprodução por via sexuada fornece populações extremamente variadas , nas quais a quantidade de genes mutantes diferentes é muito alta. Quando essa população é submetida a determinado inseticida por um período prolongado , os indivíduos sensíveis morrem e os mutantes resistentes sobrevivem. Gradativamente , geração após geração, diminui a quantidade de sensíveis e aumenta a de resistentes. Podemos entender a seleção natural como uma reprodução diferencial : no início , os mutantes resistentes são raros; a partir do momento em que o inseticida aparece , esses mutantes passam a ter muito mais possibilidade de sobreviver que os indivíduos sensíveis , que são a maioria da população. Assim, esses mutantes podem deixar uma prole maior , e os indivíduos sensíveis morrem antes de se reproduzirem ou vivem pouco tempo e deixam poucos descendentes. Por isso a frequência de indivíduos resistentes aumenta aos poucos e eles acabam constituindo praticamente toda a população. É importante ressaltar que a mutação resistente ao inseticida não foi provocada pelo produto. Ela já existia em baixa frequência. A ação do inseticida consistiu em selecioná-la positivamente e espalhá-la na população. É claro que esse tipo de inseticida se torna incapaz de controlar o crescimento dos insetos a partir do momento em que toda a população for constituída por mutantes resistentes.
E agora, o que nos espera?
A transformação radical de uma sociedade - revolução- está sempre ligada à superação de um sistema por outro, havendo um movimento popular ou classe social oprimida organizada para ir à frente e derrubar o antigo regime. Na sociedade capitalista , segundo Marx, a classe social oprimida é o proletariado. Depois das muitas revolução que ocorreram no mundo, há a possibilidade de a classe proletária, ou trabalhadora , organizar-se para derrubar o sistema capitalista ? Há condições objetivas (crise do sistema , organização , poder , armas) e subjetivas (consciência social, aliança entre os diversos segmentos dos explorados) para que isso ocorra? Não se pode negar a existência dessas condições , principalmente nos países menores e periféricos do sistema capitalista, mas, nas sociedades integradas ao capitalismo e com forte esquema de massificação , torna-se cada dia mais difícil acontecer um movimento revolucionário. Hoje , em todos os meios de comunicação, ouvimos declarações de que estamos vivendo em uma "nova" sociedade , em uma "era pós-moderna", em uma "sociedade pós-burguesa", em uma "sociedade pós-industrial" , etc. Com isso , afirma-se que está se estruturando uma nova organização social, completamente diferente da anterior. Ora, na sociedade atual estão sendo levadas ao limite as potencialidades da modernidade estabelecida pela Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX, sem modificar suas estruturas de poder e economia , mas , ao mesmo tempo, estão sendo criados e desenvolvidos os germes de sua modificação. Há indícios de que uma transformação está ocorrendo, mas em qual direção? As respostas a essa questão são muito divergentes. Podemos perceber que a ideia de uma revolução violenta , com a tomada do poder do Estado para desenvolver uma nova sociedade, está cada dia mais distante da realidade. É possível uma revolução e a criação de uma nova sociedade por meio da ação consciente dos trabalhadores explorados? Parece difícil , porque a capacidade de cooptação por parte dos poderes vigentes é muito grande. Mas a consciência da desigualdade e do sofrimento que isso acarreta não é apagada ou silenciada, e se manifesta da desigualdade e do sofrimento que isso acarreta não é apagada ou silenciada, e se manifesta em revoltas pontuais em várias partes do mundo. Parece fora de cogitação , também , a ideia de uma mudança significativa mediante ações lentas e graduais por parte das instituições políticas existentes , pois estas estão muito amarradas às estruturas de poder e pouco podem fazer. Quando existe uma possibilidade de mudança, a força da reação normalmente é muito grande e pode aniquilar qualquer tentativa de resistência. Além disso, por causa da crise na democracia representativa , as pessoas já não acreditam que os políticos possam tomar medidas para alterar profundamente a sociedade. Então não há alternativa? Há uma apatia geral e nada acontece porque pouco se pode fazer para promover mudanças na sociedade em em que vivemos? A ideia de transformação mudou, pois hoje parece não ser possível uma transformação geral e ampla , mas pode haver mudanças específicas nas condições de vida dos participantes dos movimentos sociais. Os envolvidos em tais movimentos buscam emancipar-se dos poderes existentes e criar alternativas coletivas concretas , ainda que restritas e parciais , à situação vigente.
Fome e Coronelismo
A partir da década de 1940 a questão das desigualdades sociais aparecia sob novo olhar , que passava ainda pela presença do latifúndio , da monocultura e também do subdesenvolvimento. Em seus livros Geografia da Fome e Geopolítica da Fome , publicados respectivamente em 1946 e 1951, Josué de Castro procurou analisar a questão de desnutrição e da fome das classes populares , explicando-as com base no processo de subdesenvolvimento , o qual gerava desigualdades econômicas e sociais entre os povos que, no passado, tinham sido alvo de exploração colonial no mundo capitalista. Defendia a educação e a reforma agrária como elementos essenciais para resolver o problema da fome no Brasil. Outro autor, Victor Nunes Leal, em seu livro Coronelismo , Enxada e Voto: O Município E O Regime Representativo no Brasil, publicado em 1948 , apresentava o coronel vinculado à grande propriedade rural , principalmente no Nordeste , como a base de sustentação de uma estrutura agrária que mantinha os trabalhadores rurais em uma situação de penúria , de abandono e de ausência de educação. A relação entre as desigualdades e as questões raciais voltou a ser analisada na década de 1950 , numa perspectiva que envolvia a situação dos negros na estrutura social brasileira. São exemplos os trabalhos de Luiz Aguiar Costa Pinto, que em 1953 publicou. O Negro No Rio de Janeiro, e de Roger Bastide e Florestan Fernandes , que também em 1953 lançaram o livro Negros e Brancos em São Paulo . Eles abordaram essa questão do ponto de vista das desigualdades sociais, procurando desmontar o mito da democracia racial brasileira , e colocaram o tema da raça no contexto das classes sociais. Na década de 1960, alguns trabalhos podem ser tomados como exemplos da continuidade dessa discussão. Florestan Fernandes ( A Integração do Negro na Sociedade de Classes) , Octávio Ianni (Metamorfose do Escravo) e Fernando Henrique Cardoso (Capitalismo e Escravidão No Brasil Meridional) analisaram a situação dos negros no Sudeste e Sul do Brasil. Com seus trabalhos , demonstraram que os ex-escravos foram integrados de forma precária , criando-se uma desigualdade constitutiva da situação que seus descendentes vivem até hoje. Muitos outros autores , desde então, analisam essa questão , que continua presente no nosso cotidiano.
A Cidadania Regulada
Entre 1930 e 1964 , a situação dos direitos civis e políticos variou bastante , mas na maior parte do tempo eles foram restritos ou abolidos. Os direitos sociais, por sua vez , tiveram uma evolução , embora sob a supervisão do Estado. Configurou-se o que o sociólogo brasileiro Wanderley Guilherme dos Santos chamou de "cidadania regulada", uma cidadania restrita e sempre vigiada pelo Estado , do ponto de vista legal ou policial. De 1930 a 1945 , os direitos civis e os direitos políticos evoluíram pouco porque foi curto o período de vigência de uma constituição liberal : já em 1937 foi implantado o Estado Novo , regime ditatorial que se prolongou até 1945. A participação da população restringiu-se às votações para o Legislativa , pois as eleições para os cargos executivos foram indiretas ou não ocorreram. De 1945 a 1964, os direitos civis e políticos retornaram a uma situação estável, com liberdade de imprensa, de manifestação e de organização partidária , mas houve exceções : o Partido Comunista do Brasil (PCB) , por exemplo , teve seu registro cassado em 1947 , e as greves só eram consideradas legais quando autorizadas pela Justiça do Trabalho. Quanto às eleições, a Constituição de 1946 determinava a extensão do voto a todos os cidadãos (homens e mulheres) maiores de 18 anos, menos os analfabetos. Assim, a participação da população nas eleições cresceu lentamente : em 1945 era de 13,4 ; em 1950, subiu para 15,9%; em 1960 , o índice de participação chegou a 18% (ainda muito baixo). No âmbito dos direitos sociais, o período do governo de Getúlio Vargas , mesmo durante a ditadura do Estado Novo , ficou conhecido como aquele em que se colocaram em prática as reformas trabalhistas no Brasil. Um dos primeiros atos desse governo foi a criação do Ministério do Trabalho , Indústria e Comércio , ideia completada em 1943 com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) . Inédita no Brasil até então, essa legislação continua vigente com poucas alterações importantes. As disposições mais significativas dessas leis foram a jornada de oito horas diárias para os trabalhadores do comércio e da indústria, a regulamentação do trabalho de menores e do trabalho feminino , o direito a férias remuneradas e a implantação do salário mínimo. Para que esses direitos se efetivassem , foi montada uma estrutura sindical , previdenciária e jurídica que envolveu a criação de diversos órgãos e instituições , entre os quais a Justiça do Trabalho , com tribunais regionais, o Tribunal Superior do Trabalho e os Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs) por categoria profissional, como a dos industriários , comerciários , ferroviários , bancários , etc. Houve a criação da Carteira de Trabalho como o documento do trabalhador, importante para que fossem esclarecidas pendências jurídicas entre patrões e empregados , e do Imposto Sindical (valor do salário de um dia de trabalho), que serviria para a manutenção dos sindicatos. A estrutura sindical foi construída como órgãos colaborador do Estado. Para que os sindicatos existissem oficialmente , era exigido seu reconhecimento pelo Ministério do Trabalho . Assim, o movimento operário tinha um dilema: ganharia a proteção do Estado e perderia a liberdade. Se quisesse ter liberdade sindical , perderia a proteção do Estado.
Resumo da Fecundação [1]
Nos vertebrados , os anexos embionários são:
¤Vesícula vitelina : função nutridora (todos os vertebrados);
¤ âmnion ou bolsa amniótica: função protetora (apenas répteis , aves e mamíferos). Ausente em peixes e anfíbios;
¤ alantóide : função respiratória , excretora e transportadora de cálcio (desenvolvida em aves e répteis e atrofiada nos mamíferos). Também ausente em peixes e anfíbios;
¤ córion: função protetora (ovíparos e vivíparos);
¤Placenta: funções de trocas gasosas e metabólicas , imunização fetal e atividade hormonal (apenas mamíferos);
¤cordão umbilical: comunicação entre o embrião e a placenta (apenas mamíferos);
¤Decídua: função protetora (apenas mamíferos). Os gêmeos podem ser : univitelinos ou bivitelinos. Os univitelinos formam-se a partir de um mesmo zigoto. Têm constituições genéticas idênticas. Os bivitelinos decorrem de óvulos distintos fecundados por espermatozoides igualmente distintos. O que significa dizer que são provenientes de zigotos diversos. Naturalmente , têm constituições genéticas diferentes. A formação de gêneros univitelinos pode ser decorrente de uma divisão inicial dos blastômeros , na mórula , ou de uma divisão do embrioblasto, no blastocisto. No segundo caso, recebe o nome de blastodiérese. Quando os embriões de origem monozigótica não se separam completamente , resultam conceptos que se mostram ligados por alguma parte do corpo. Eles são conhecidos como irmãos siameses, por analogia com os gêmeos Chang e Eng , nascidos na Tailândia em 1811 e falecidos em Nova York em 1874, os quais viveram ligados entre si pelo tórax. Também se usa qualificar gêneros concrescentes pelo termo de xifópagos. Eles podem se mostrar ligados entre si pelo apêndice xifoide , pelo sacro ou pelo crânio. A placenta representou na evolução das espécies, uma contribuição da Natureza aos mamíferos , permitindo-lhes desenvolver suas criar embrionariamente dentro do ventre materno, com maior segurança . Isso evita o ataque predador aos ovos (o que ocorre com os animais ovíparos), que limita muito o número de descendentes viáveis. Assim, os mamíferos podem ter menos descendentes , porém com uma viabilidade maior dos mesmos.
Aprenda Mais Sobre os Hormônios
Os hormônios são mensageiros químicos produzidos por células isoladas ou por glândulas endócrinas , que vão atuar sobre órgãos-alvo a distância , estimulando ou inibindo as funções destes últimos. As principais glândulas endócrinas e mistas humanas são: Hipófise ou Pituitária.
1- O seu lobo anterior produz :
STH ( hormônio somatotrófico ou do crescimento);
TSH (Hormônio Tireoestimulante);
ACTH (hormônio Adrenocorticotrófico);
FSH e LH (Hormônios Gonadotróficos);
Prolactina (Estimulante da lactação)
2- O lobo posterior dessa glândula acumula e libera na circulação hormônios de origem hipotalâmica. Ocitocina (estimulante da ejeção do leite);
ADH (Hormônio antidiurético ou vasopressina).
Tireóide - É o responsável pela formação do T3 (triiodotironina) e do T4 (Tetraiodotironina ou tiroxina). Estes hormônios são estimulantes do metabolismo. Também prpduz a tireocalcitonina.
Paratiŕeóides. Seu hormônio é o paratormônio (regulador do metabolismo do cálcio).
Ad-renais ou supra-renais.
1-O seu córtex produz: Mineralocorticóides (aldosterona e outros). Atuam na reabsorção tubular de Na+, CI- e K+;
Glicocorticóides (cortisol e outros). Atuam no metabolismo dos açúcares;
Androgênios (hormônios masculinos , que , por sua vez , de decompõem , dando alguns hormônios femininos). A região medular das ad-renais forma: Adrenalina ou epinefrina (mediador químico das sinapses nervosas).
-Células do estômago e do duodeno (células isoladas de secreção interna). No estômago é segregada:
Gastrina (desencadeia a produção de suco gástrico). No duodeno, formam-se:
-Secretina (estimula a produção e liberação do suco pancreático);
-Colecistocinina (estimula a contração da vesícula biliar);
-Enterogastrona (bloqueia a quantidade de glicose no sangue).
-Pâncreas. Seus hormônios são:
+Insulina (controla a quantidade de glicose no sangue);
+Glucagon (Aumenta a quantidade de glicose no sangue.
Testículos. Produzem:
Testosterona (promove a virilização do indivíduo).
Ovários . Produzem:
Estradiol (regula os ciclos menstruais e orienta os caracteres femininos);
Progesterona (regula os ciclos menstruais).
Os hormônios procedem habitualmente dentro de mecanismos de feedback. Num feedback negativo, o órgão alvo produz e lança na circulação uma substância que vai frear a produção do hormônios que o estimula. Portanto, o estimulado bloqueia o seu estimulante. As prostaglandinas são os hormônios produzidos por quase todos os tecidos, porém muito intensamente pelas vesículas seminais. Estimulam a contração da musculatura lisa, como a do útero , por exemplo. Em insetos , as mudas ou ecdises estão sujeitas à ação de um hormônio chamado ecdisona. A regulação da ecdisona depende dos hormônios cerebrais (estimulantes). Os hormônios juvenis impedem a metamorfose. Com a queda da sua produção, a larva pode transformar-se em pupa e esta evoluir para imago, ocorrendo , assim , a metamorfose. A muda e a metamorfose ocorrem simultaneamente.
Os vegetais produzem hormônios (fitormônios ) como as auxinas (atuam no crescimento das plantas e nas manifestações de tropismos), as giberelinas (atuam no crescimento e na floração), as citoninas (atuam no desenvolvimento e na regeneração), o ácido abscísico (bloqueador do desenvolvimento e regulador da queda das folhas ) , e o etileno (único hormônio gasoso, estimulante da maturação dos frutos).
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