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Você Sabe De Onde O Homem Retira O Sal?


Quem  já provou a água do mar sabe que ela é bem salgada  não serve para sr bebida. A água dos mares e oceanos é uma solução salina, isto é, uma mistura de diversos tipos de sais dissolvidos na água, principalmente o cloreto de sódio , o nosso sal de cozinha. Nos oceanos a salinidade (medida da quantidade de sal) é aproximadamente de 35 partes de sal por 1000 partes de água (35%). Graças a essa alta concentração, desde os tempos mais antigos o mar tem sido a fonte de sal para o consumo do homem. A extração do sal  é feita nas salinas por evaporação da água sob a ação do calor do sol. Para que a evaporação seja mais rápida , as salinas devem ficar em regiões de clima quente e seco , com poucas chuvas , além de contar com ventos constantes que atinjam a superfície de secagem. é por isso que no Brasil as principais áreas salineiras estão localizadas no litoral do Nordeste, sobretudo  no Rio Grande do Norte. Para obter o  sal de cozinha , as águas marinhas são inicialmente recolhidas em tanques rases de grande superfície. Nesses tanques , uma parte da água evapora , o que faz aumentar a concentração de sal na parte restante . A água que não evapora é então bombeada para outros compartimentos para a cristalização do cloreto de sódio. O sal assim obtido , chamado sal verde, é levado para terrenos planos e armazenado em montes - serrotes- para escoar o resto da água e eliminar outras impurezas. Esse tratamento dura oito meses. no final desse período quebra-se a camada externa para pesagem , ensacamento e comercialização.

A Primeira Guerra Mundial

Em 1907 Pablo Picasso, personagem-símbolo  das artes no século  XX, concluía  a obra-chave "As Donzelas de Avignon". As Donzelas parecem zombar das convenções para criar uma ilusão  de realidade. Onde está  a perspectiva?  Onde está o sombreado dos elementos para sabermos o lugar em que a luz incide? As figuras encontram-Se fragmentadas, apontado para direções distintas, pintadas com estilos diferentes. As três  donzelas da esquerda têm  os rostos moldados segundos antigas esculturas ibéricas. As da direita são  máscaras africanas. Picasso, com um olho em suas origens hispânica e outro na escultura negra, estava, agressivamente,  atacando um estilo consagrado de pintura. Como afirmou o crítico de arte e ex-prefeito de Roma Giulio Argan (1909-1992), "na história  da arte moderna [o quadro] é  a primeira ação de ruptura". Apesar de alguns artistas como Picasso estarem então  anunciando a crise da cultura européia  antes da Primeira Guerra Mundial , ainda predominavam um certo fascínio iluminista pela tecnologia, que conduziria o homem ao progresso, e pela luz da ciência,  que produziria homens cada vez melhores e mais sábios.  Mas o que a racionalidade tecnológica  produziu foi a mais devastadora guerra da História da humanidade. " As luzes se apagam em toda a Europa", disse o secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha na noite em que a Inglaterra e a Alemanha entraram em guerra. O progresso tecnológico  capacitou os combatentes a se exterminarem com uma eficiência sem precedentes. A Europa se converteu num matadouro:  cerca de 17 milhões  de mortos e 20 milhões  de feridos. Armas químicas,  aviões bombardeiros e submarinos inauguraram a era do massacre.

O Programa Da Comuna

O povo trabalhador de Paris e seus arredores proclama a fundação da Comuna de Paris. Os delegados dos conselhos de bairro constituídos em Assembleia da Comuna, único poder soberano, decretam : Artigo I - As velhas autoridades de tutela, criadas para oprimir o povo de Paris, são abolidas, tais como , comando da polícia, governo civil , câmaras e conselho municipal. E , as suas múltiplas ramificações: comissariados, esquadras, juízes de paz, tribunais , etc. São igualmente dissolvidos. Artigo II- A Comuna proclama que dois princípios governarão os assuntos municipais: a gestão popular de todos os meios da vida coletiva; a gratuidade de tudo o que é necessário e de todos os serviços públicos. Artigo III- o poder é exercido , no âmbito dos princípios a seguir indicados em pormenor, pelos conselhos de bairro eleitos. São eleitores elegíveis para estes conselhos de bairro e todas as pessoas que nele habitam e que tenham mais de 16 anos de idade. Artigo IV - Sobre o problema da habitação tomam-se as seguintes medidas : expropriação geral dos solos e sua comunicação , requisição das residências secundárias e dos apartamentos ocupados parcialmente; são proibidas as profissões de promotores, agentes de imóveis e outros exploradores da miséria geral ; os serviços populares de habitação trabalharão com a finalidade de restituir verdadeiramente à população parisiense o seu caráter trabalhador e popular. [...] Artigo VIII- Sobre o urbanismo de Paris e arredores, consideravelmente simplificado pelas medidas precedentes, tomam-se as decisões seguintes: proibição de todas as operações de destruição de Paris: vias rápidas, parques subterrâneos, etc.; criação de serviços populares encarregados de embelezar a cidade, fazendo e mantendo canteiros de flora em todos os locais onde a estupidez do "urbanismo do automóvel" levou à solidão, à desolação e ao inabitável; o uso domestico (não industrial nem comercial) da água, da eletricidade e do telefone é assegurado gratuitamente em cada domicílio; os contadores são suprimidos e os empregados são colocados em atividades mais úteis. [...] Artigo X- Os trabalhadores com mais de 55 anos, que desejem  reduzir ou suspender a sua atividade profissional, têm o direito a receber integralmente os seus meios de existência. Este limite de idade será menor em relação a trabalhos particularmente custosos. Artigo XI- É abolida a Escola "velha". As crianças devem se sentir como em sua casa, aberta para a cidade e para a vida. A  sua única função é a de torna-las felizes e criadoras. As crianças decidem a sua arquitetura , o seu horário de trabalho, e o que desejam aprender. Artigo XII-  A submissão das crianças e da mulher à autoridade do pai, que prepara a submissão de cada um à autoridade do Chefe, morreu. O casal constitui livremente com o único fim de buscar o prazer. Portanto, a propriedade privada é abolida. A comuna proclama a liberdade de nascimento. As crianças deixam de ser propriedade de seus pais. passam a viver em conjunto na sua casa e dirigem a própria vida.

A Guerra Fria

Nos filmes de James Bons, na década  de 1960 , o sedutor agente de 1960, o sedutor agente 007 usava smoking , cabelos  alinhados e alta tecnologia em defesa das potências  ocidentais. As mulheres, as bondgirls, caíam  aos seus pés.  O agente secreto de "Sua Majestade" , a rainha da Inglaterra, era elegante, inteligente e raramente suava para defender o mundo ocidental contra o "monstro soviético "  Seu criador , Iam Fleming , foi agente do serviço  secreto em Moscou nos anos 1950 e, em seus livros adaptados para o  cinema,  criou a imagem que as potências  ocidentais gostariam de transmitir ao mundo. O ocidente era inteligente, sedutor, e elegante, enquanto os russos, do outro lado, eram cruéis,  grosseiros e feios. Os soviéticos,  por sua vez,  pintavam uma vida brilhante e coletivismo no socialismo, em que o trabalhador era o Centro das atenções, como na escultura de Vera Mukhina, que parece buscar a grandeza do trabalhador como símbolo da nação.  Não  existiam problemas de moradia, educação  e emprego , enquanto no capitalismo os privilégios de alguns significaria a miséria da maioria. No entanto, transição  democrática ainda era incerta. Desde o início das manifestações  contra a ditadura, em 1943 , ocorreram diversos conflitos , entre cidadãos  e policiais, e prisões de lideranças políticas . Mesmo Assim, Getúlio Vargas prometia a democracia e afirmava que não  concorrerão à  presidência  nas eleições agora marcadas para dezembro de 1945. Mas suas declarações eram recebidas com.muita desconfiança.  "Lembrai-Voz de 37". Esse era o slogan da forte campanha oposicionista da UDN. Como naquela ocasião,  temia-se um golpe de Getúlio.  A oposição  tentativa antecipar-se ao ditador.

A Doutrina De Segurança Nacional

Com o fim da Segunda Guerra e o inicio da Guerra Fria, os Estados Unidos se viram alçados ao posto da potencia hegemônica no bloco ocidental. Em 1945, fundaram o National War College (Colégio Nacional de Guerra), com o objetivo de integrar militares, industriais e o governo numa concepção de segurança nacional adequada à nova realidade mundial. Uma missão militar brasileira foi enviada para estudar a experiencia do NWC ainda no governo Dutra. Em 1949, foi fundada, no Brasil, a Escola Superior de Guerra (ESG) , com a orientação de uma missão militar norte-americana, que apoiou a instituição até 1960. Estudando os aspectos políticos, diplomáticos , econômicos e sociais do mundo, a ESG dedicou-se a formar altos oficiais das Forças Armadas como uma vanguarda preparada para dirigir o país, se fosse preciso. Por ela passaram figuras de grande importância na política nacional, como os generais Juarez Távora, Golbery do Couto e Silva, um dos principais ideólogos da implantação do regime militar brasileiro, e Humberto de Alencar Castelo Branco. No início dos anos 1960 , a ESG e sua Doutrina de Segurança Nacional passaram a ser um ponto de convergência , por onde também circulavam empresários, intelectuais e políticos civis. A DSN partia do principio da existência de uma guerra global contra o comunismo internacional. Como parte do Ocidente cristão, o Brasil devia aliar-se ao bloco ocidental, sob a liderança dos Estados Unidos. Logo após o golpe militar, esse ponto da doutrina foi atendido, com o rompimento de relações com a URSS e Cuba e a extinção da lei que, desde 1962, limitava a remessa de lucros para o exterior, beneficiando, sobretudo, as empresas americanas instaladas no país. Todavia, mais do que uma estratégia externa, a DSN pressupunha que a política interna era uma continuação da guerra. A noção de inimigo interno levava os defensores da doutrina a considerar os conflitos sociais e a mobilização das massas como estratégias do comunismo internacional. Com uma proposta que englobava questões politicas , econômicas e militares, cabia ao Estado, representado pelas Forcas Armadas, sobrepor-se aos embates sociais e garantir a construção de uma nação homogênea, sem divergências internas, onde o crescimento econômico surgisse como garantia da Segurança Nacional.

A Revolução Chinesa


No mesmo contexto da crise de Berlim os comunistas tomaram o poder na China, em 1949. A trajetória  da Revolução  Chinesa no entanto remete a problemas que vinham se avolumando muito antes da Guerra  Fria. Em 1911,  1911, em uma clima de fortes tensões  sociais , políticas,  o regime imperial chinês  foi substituído  por uma República.  Longe de resolver os graves problemas econômicos  de uma China fortemente dependente das potências  imperialistas, o governo liderado pelo Partido Nacionalista (Kuomintang)  enfrentava também pressões  regionais por autonomia. Manifestações estudantis contrárias à  presença de potências estrangeiras e o nascimento do Partido Comunista Chinês  (1920) ampliavam as dificuldades governamentais.  Em 1925 o general  Chiang Kai-Shek tomou o poder e iniciou uma intensa  perseguição aos comunistas, entre eles, Mao Tse-Ting. Apoiado pelas elites locais e pelas potências imperialistas que temiam as pressões  sociais chinesas, esmagou os movimentos populares. Em 1930 o descontentamento  ganha espaço novamente em  uma guerra civil. Enquanto isso, os japoneses aproveitaram a guerra civil para dominar a Manchúria,  em 1931, onde fundaram o Estado-satélite  do Manchuko. Em 1934, os ataques dos nacionalistas forçaram Mao é seus homens a percorrer dez mil quilômetros a pé,  rumo ao interior do país  ( a Longa Marcha). Nos seguintes, no entanto,  um inimigo comum aproximados o Kuomitang e os comunistas: O Japão.  Em 1937 concluíram  um acordo , que perduraria até  o final da Segunda Guerra Mundial, de formarem uma frente única  para combater o avanço nipônico.  Com a rendição japonesa em 1945, Chiang Kai-Shek , contando com o apoio dos Estados Unidos, voltou-se novamente contra os comunistas a fim de elimina-Los da política  Nacional. Internamente Mao Tse-Ting acusava o governo chinês  de ser um "cúmplice " dos Estados Unidos. Contando com um crescente apoio popular, as tropas comunistas ocuparam Pequim em janeiro de 1949, forçando Chiang Kai- Shek é seus seguidores a buscarem refúgio  na Ilha de Formosa (Taiwan). Em outubro os comunistas proclamaram a República Popular da China enquanto os seguidores de Chiang Kai-Shek fundaram a China Nacionalista em Taiwan. Na lógica  da Guerra Fria, os Estados Unidos se aproximaram de Taiwan , ao mesmo tempo que buscavam isolar a China Comunista. Até  o início da década  de 1970, a ilha foi considerada como a representante do povo chinês  pelas potências  capitalistas.

O Exército Brasileiro


Consolidado como potência regional, o Império brasileiro saía da guerra ainda mais endividado com a Inglaterra. Internamente o Exército , que se formara durante as lutas utilizando-se de combatentes negros alforriados, começava a questionar a monarquia e a escravidão. A fragilidade material . a escassez de soldados e a falta de profissionalização material, a escassez de soldados e a falta de profissionalização ficaram patentes durante o conflito. Para um Exército de cidadãos era necessário ampliar a cidadania brasileira , para tanto, abolir imediatamente a escravidão. Por outro lado, a auto-imagem da corporação militar colocava-os acima da política do regime monárquico , marcado por fraudes e corrupção. O exército definia-se como uma espécie de instituição além dos interesses dos grupos sociais , visando à defesa nacional. Evocava a missão de salvar o país dos males provocados pelos desmandos de seus governantes. Considerando-se acima do bem e do mal , o Exército colidia com o Poder Moderador , que também se propunha a orientar os poderes do Estado. Em razão disso, grande parte dos  oficiais convencia-se de que a melhor saída para o Brasil seria a proclamação de uma República centralizada , em que os militares pudessem dirigir a sociedade. No limite , uma ditadura militar. Por ironia, a derrocada do Paraguai e maior vitória militar do Império Brasileiro marcou também o início da derrocada da monarquia.

Genótipo e Fenótipo

O conjunto de genes que um indivíduo possui em suas células é chamado de genótipo. O conjunto de características morfológicas ou funcionais do indivíduo é o seu fenótipo. Para a cor, se a ervilha apresentar dois alelos V no par de homólogos, seu genótipo será VV e o fenótipo será ervilha amarela. Se apresentar dois alelos v, terá genótipo VV e fenótipo ervilha verde. Caso represente o alelo V em uma cromossomo e v no outro , terá o genótipo VV e fenótipo ervilha amarela, uma vê que o alelo para cor amarela é dominante (seu efeito se manifesta da mesma forma tanto no zigoto como no heterozigoto). As ervilhas VV e VV são piras ou homozigotas. A ervilha  VV é hibrida ou hegerozigota. É fácil concluir que um individuo com fenótipo dominante para determinada característica pode ser homozigoto ou heterozigoto, mas, se tiver fenótipo recessivo, será obrigatoriamente homozigoto ( o alelo recessivo só se manifesta em dose dupla).  Para compreender como as leis de Mendel funcionam, vejamos alguns aspectos da meiose ( a divisão celular por meiose) A maioria dos organismos possui pares de cromossomos em suas células , mas os gametas são haplóides, isto é, possuem metade dos cromossomos das outras células; portanto, apenas um cromossomo de cada par de homólogos. Essa redução ocorre durante a meiose. No inicio da meiose, os cromossomos estão duplicados: cada um é formado por duas cromátides (cromátides-irmãs). Os cromossomos homólogos se emparelham: o cromossomo duplicado de origem paterna fica alinhado com seu homólogo de origem materna. Durante a metáfase I, os cromossomos homólogos duplicados se colocam um de cada lado da região mediana da célula e separam-se: cada componente do par vai para uma célula. Na segunda divisão da meiose , os cromossomos duplicados alinham-se na região mediana de cada célula e as cromátides separam-se: cada cromátide vai para um dos pólos da célula. Formam-se , assim, quatro células, cada uma com um cromossomo simples de cada par de homólogos. Um esquema da meiose com apenas um par de cromossomos homólogos. Neles estão destacados um par de alelos V e v. Pode-se perceber que, no fim da divisão, formam-se células com apenas um desses alelos, V ou v.

Um Estado Totalitário


O programa do Partido Nazista trazia 25 princípios e proposições para se chegar à constituição de uma "Grande Alemanha". Algumas propostas de esquerda, como a reforma agrária, a participação dos empregados nos lucros e a nacionalização dos trustes estavam presentes. Entretanto, tais metas foram abandonadas quando os nazistas assumiram o poder. O amplo projeto de controle social, guerra e racismo estava explícito desde o inicio da pregação nazista : o antissemitismo; o sufocamento no movimento operário, com a aniquilação do bolchevismo; e a reivindicação do espaço vital, com o impulso para o leste e a conquista da hegemonia sobre a Europa Continental. A adesão de parte da população a tal projeto, no qual a intolerância era levada ao extremo, é , ainda hoje, objeto de debates e controvérsias. Muitos autores consideram que a propaganda nazista foi plantada em terreno fértil, manipulando desejos, preconceitos e ódios, já existentes entre a população. Outros dão mais enfase à situação econômica e social da Alemanha e à violenta repressão, isto é, não tratam apenas do poder de cooptação da propaganda, direta ou dissimulada , e do compartilhamento da ideologia do Terceiro Reich. Sob a liderança de Josef Goebbels (1897-1945), uma concepção da propaganda como arma psicológica capaz de atingir a emoção das massas elevou as técnicas de persuasão política a patamares desconhecidos até então. O uso de pouquíssimas máximas, repetidas incessantemente por diversos meios , inclusive o cinema e o rádio, consolidou-se como uma maneira de destruir os inimigos e formar o " novo homem"nazista. A arte, a literatura, a arquitetura, enfim, todos os aspectos da cultura foram minuciosamente pensados como forma de propaganda do regime. Isso incluía também um forte investimento na educação, ou seja, na modelagem e formação de caráter das gerações mais jovens. Manuais escolares e professores eram preparados para reproduzir a ideologia nazista. Em 1936, a adesão à juventude hitlerista, organização do partido , tornou-se obrigatória para os adolescentes. Ideais de disciplina, sacrifício, sangue, poder, força, militarização, trabalho, esporte, etc. Eram mobilizados para criar uma imagem positiva de felicidade, ligada à preparação de uma  "raça vigorosa e pura", disposta a matar e morrer pelo "Führer".

Nucleoplasma e Cromatina


O nucleoplasma é constituído de substâncias (Íons, vários tipos de enzimas , moléculas de ATP) dissolvidas em água. O termo cromatina é derivado do grego chroma, que significa cor, e foi empregado logo no início do estudo das células , quando os cientistas  verificaram que o núcleo se tinge com determinados tipos de corantes básicos. Hoje se sabe que a cromatina consiste em DNA associado a proteínas histonas e é o material que forma cada um dos cromossomos.   Na interfase, período em que a célula não está em divisão , a cromatina se apresenta como um fio muito longo e fino, que não consegue visualizar individualmente. Somente quando a célula entra em divisão é que se consegue ver os cromossomos individualizados, pois ocorre a condensação da cromatina , que se torna mais curta e espessa. Observando ao microscópio cortes corados de núcleo interfásico , verificam-se dois tipos básicos de cromatina : a heterocromatina, que corresponde a regiões mais coradas da cromatina, pois os filamentos estão mais condensados, e a eucromatina , que corresponde a regiões menos coradas , pois os filamentos estão menos condensados. A eucromatina corresponde aos locais onde os genes estão ativos. Há no interior do núcleo uma região mais densa, não delimitada por membrana, que se cora mais intensamente com corantes básicos. Essa região corresponde ao nucleólo, local de intensa síntese de um tipo de ácido nucleico denominado ácido ribonucleico ribossômico (RNAr). Essa síntese ocorre em certas regiões de determinados cromossomos , denominadas regiões organizadoras do nucléolo , onde estão os genes responsáveis por esse processo. Logo após sua síntese , o RNAr associa-se a proteínas , formando grãos de ribonucleoproteínas, que comporão os ribossomos. Esses grãos permanecem por algum tempo próximos ao local de sua síntese e depois saem do núcleo em direção ao citoplasma, passando através dos poros da carioteca. Enquanto isso, novos grãos vão sendo formados no nucléolo, repondo os que estão saindo do núcleo. O nucléolo corresponde, portanto, a uma região de grande concentração de ribonucleoproteínas e de RNAr.

Giberelinas

Em 1926 , o botânico Kurosawa, observando plantas de arroz parasitadas pelo fungo Gibberella Fujikuroi, notou que elas cresciam exageradamente por alongamento do caule. O extrato desse fungo foi então aplicado em plantas normais de arro, e elas , a exemplo das parasitas, também mostraram um crescimento exagerado. O isolamento desse novo fator estimulante de crescimento, chamado giberelina, deu-se em 1935 e hoje são conhecidas inúmeras delas, das quais a mais comum é o ácido giberélico (giberelina A3 ou GA3).  Como as auxinas , as giberelinas também ocorrem em doses muito pequenas em órgãos novos, sementes em germinação e meristemas . Constatou-se que plantas geneticamente anãs passam a se desenvolver bem, chegando a um tamanho normal, se receberem pulverização de giberelinas. Aplicadas nos ovários das flores de várias espécies de plantas , elas promovem a partenocarpia. As giberelinas atuam ainda na quebra da dormência de sementes , ativando a produção de enzimas que permitem a utilização das substâncias de reserva , como o amigo. Muitas pesquisas demonstraram que extratos de tecido liberiano e soluções normais de alguns órgãos de plantas (água ou leite de coco) estimulam as divisões celulares. O DNA do esperma do arenque , um peixe, também forneceu uma substância ativadora do crescimento , que foi chamada de cinetina. Em 1963, a partir de grãos de milho em germinação, foi obtida outra substância ativa, chamada de (zeatina - referente ao milho , Zea SP). Todas essas substâncias , naturais ou sintéticas , que estimulam as divisões celulares , são genericamente chamadas de citoninas.

Os Cnidários (Celenterados): Animais Urticantes


Os cnidários são animais exclusivamente aquáticos , na grande maioria marinhos, fixos ou de vida livre, isolados ou coloniais. O filo é representado por cerca 11 mil espécies, de hidras de água doce e medusas de apenas alguns milímetros a grandes medusas, que nadam livremente em mar aberto e chegam a alguns metros. O nome do filo refere-se à presença de células especiais, os cnidoblastos, cujo conteúdo , uma substância tóxica , paralisante , pode ser eliminado através de um longo filamento. Os cnidoblastos disparam esse filamento por simples contato, injetando assim a toxina no corpo de outros animais, o que serve para a captura de alimento, pequenos crustáceos e peixes, e também para defesa. Graves acidentes são provocados pelas medusas, também chamadas de águas vivas, e pelas caravelas, em cujos tentáculos se concentram milhares de cnidoblastos. Quanto à forma , os cnidários possuem uma coroa de tentáculos ao redor da boca , na extremidade livre. São exemplos as hidras, as rosas-do-mar (anêmonas) e os corais. As medusas são livres e nadam ativamente ; têm forma de calora esférica , com muitos tentáculos nas bordas. A parede corporal de pólipos e medusas tem uma camada epidermal, externa , com cnidoblastos , células contráteis, pequenas células intersticiais indiferenciadas e células sensoriais. A camada interna, a gastroderme, têm células secretoras de enzimas digestivas; pela primeira vez na linha evolutiva ocorre, portanto, uma digestão extracelular no interior de uma cavidade digestória. Outras células são responsáveis pela digestão intracelular de partículas alimentares microscópicas, completando a digestão. Essas mesmas células têm capacidade de contração. A cavidade digestória é chamada de cavidade gastrovascular, pois desempenha também a função de um sistema de transporte dos alimentos já digeridos. Isso justifica o outro nome dado ao filo: celenterados . Restos não-digeridos são expulsos pela própria boca nos pólipos e medusas. Entre epiderme e gastroderme, há uma camada gelatinosa , a mesogleia, fina nos pólipo e muito volumosa nas medusas, que lhes dá o aspecto de massas aquosas transparentes. Os acnidários são, sem dúvida, mais complexos do que os poríferos por apresentarem digestão extracelular , numa cavidade geral; células contráteis; uma rede de células nervosas simples, dispersa por todo o corpo (sistema nervoso difuso), sob a epiderme; órgãos sensoriais simples e gônadas . No entanto , ainda não possuem sistemas respiratório e excretor: as trocas de gases e a eliminação de excretas ocorrem por difusão direta.

O Plâncton e os Protoctistas

Os oceanógrafos chamam de zona pelágica, a região ocupada pelas águas oceânicas livres, desde as costeiras até as de mar aberto. Nesse ambiente, as comunidades são agrupadas em plâncton e nécton. O plâncton é o conjunto de organismos, geralmente microscópicos , que flutuam livremente e , mesmo que tenham movimentos próprios, são passivamente arrastados pelas correntes marinhas. Já o nécton é representado pelos seres que se movimentam livremente e podem vencer as correntes. Exemplo: Certos moluscos, crustáceos, peixes , tartarugas, golfinhos , baleias etc. Os organismos planctônicos podem ser autótrofos fotossintetizantes, constituindo o chamado fitoplâncton (diatomáceas e dinoflagelados), ou heterótrofos , formando o zooplâncton (microcrustáceos, larvas , pequenas medusas). Sem dúvida , a maior quantidade de biomassa de produtores existente no mundo é representado pelos protoctistas que compõem o fitoplâncton , superando, inclusive , toda a flora do plantae. Assim, esse enorme potencial alimentar garante a manutenção da cadeia alimentar marinha, com toda a sua diversidade e quantidade de organismos, desde o zooplâncton (consumidores I) aos seres maiores , componentes do nécton , por exemplo os peixes (consumidores II e III) e os que vivem no fundo, os seres bentônicos.    São os protoctistas autótrofos unicelulares (algas simples) os responsáveis pelas variadas cores dos mares , desde o verde e o azul até o róseo, dependendo não só dos seus pigmentos mas também de suas migrações verticais, os deslocamentos em profundidade. As bem conhecidas marés vermelhas são devidas a grandes concentrações de dinoflagelados (pirrófitas) , com seus pigmentos vermelhos , em determinadas áreas. Esses organismos podem liberar toxinas na água que provocam a morte de muitos animais , além de intoxicar os que consomem como alimento. O fitoplâncton, sendo dependente de luz solar para a fotossíntese , deve povoar as camadas de água mais superficiais. Para se manter aí, deve ter adaptações especiais como, por exemplo: formas achatadas , de grande superfície; apêndices ou expansões de suas paredes celulares; gotas de óleo imersas no citoplasma; pequenas câmaras de ar; grande porcentagem de água na sua composição; tamanho microscópico. Em relação ao zooplâncton , microcrustáceos , por exemplo, os apêndices locomotores são longos e sempre ativos evitando que os animais sejam arrastados para o fundo. Um ponto que merece atenção , devido às necessidades de alimento para as crescentes populações humanas , é a possibilidade de, no futuro , também se consumir produtores ou pelos menos os consumidores O da cadeia alimentar marinha e não apenas os consumidores II e III (peixes) , como atualmente. Isso é justificável , pois na passagem de cada nível da cadeia alimentar são aproveitados apenas 10% do total  da biomassa consumida. Esta breve visão de alguns aspectos do rico ecossistema marinho nos dá uma ideia da importância de microrganismos que pouco conhecemos, embora sejam os mais abundantes da natureza.

Biotecnologia e Reprodução Humana


Em 26 de julho de 1978 nasceu Louise Brown , uma menina inglesa que se tornou notícia mundial: era o primeiro nascimento de uma criança gerada por fertilização in vitro. Essa técnica consiste em unir , em condições artificiais, em vidraria de laboratório , óvulo e espermatozoide. Um óvulo assim fecundado é deixado em solução de cultura por algum tempo e depois é passado para o útero, sendo chamado de embrião. Esse embrião , na realidade , ainda é uma pequena massa de células (Blástula) resultante das primeiras divisões do zigoto, mas pode se implantar na parede uterina e se desenvolver normalmente.  Note que o implante de um "embrião de proveta" pode ser feito na própria mãe doadora dos óvulos ou em outra mulher , a "mãe de aluguel". O fato de Louise Brown nascer bonita e saudável foi o sinal de aprovação para liberar a técnica que, já nos primeiros anos, gerou centenas de novos "bebês de proveta". Muitas décadas antes , já se fazia , primeiro em animais e depois na espécie humana, fecundação in vitro. Na inseminação artificial, o esperma do marido ou de um doador é inoculado no útero da mulher. A fecundação acontece , portanto, em condições naturais, com o subsequente implante e desenvolvimento do embrião.  As técnicas desenvolvidas nos muitos centros mundiais de reprodução humana assistida foram bastante aperfeiçoadas e têm possibilitado um grande porcentual de sucesso em casais com problemas mais complexos, de diferentes tipos. Uma dessas técnicas é a ICSI , que permite até a um homem que não produz espermatozoides ter filhos com seu patrimônio genético , obtido a partir de espermátides.  Essas células não-flageladas são as precursoras dos espermatozoides e não tem possibilidade de fecundar os óvulos. Pela ICSI são colhidos óvulos e espermátides. Em seguida, com uma finíssima micropipeta, a pequenina espermátide é introduzida diretamente no citoplasma do óvulo , mantido numa placa de petri, sob visualização ao microscópio. Forma-se assim o zigoto e posteriormente o embrião (blástula) é inoculado no útero para a implantação. Esta é , portanto, uma técnica de micromanipulação. Outro recurso recente é o do implante de embriões, que podem ser mantidos em bancos de embriões durante anos, sob congelamento. Eles podem ser implantados em mulheres com diferentes problemas de esterilidade.  

Biodiversidade e Educação


Nos países ocidentais, desenvolveu-se o sentimento um pouco confuso, mas carregado de uma certa culpabilidade , de que seria necessário e urgente proteger uma natureza fortemente degradada pelo conhecimento da população humana e pelo desenvolvimento das atividades econômicas. Alguns cenários catastróficos , baseados na ideia de que a diversidade biológica era indispensável para a manutenção dos fenômenos reguladores da biosfera , ajudaram muito, é verdade , para esta tomada de consciência. Certas instituições de proteção da natureza, divulgadas pela mídia , também sensibilizaram o grande público sobre as ameaças de desaparição que pesam sobre certas espécies emblemáticas, como as pandas, os elefantes , baleias e as focas. Mas o público e os políticos estão ainda relativamente pouco preocupados com o desaparecimento de espécies menos carismáticas e com a degradação dos meios naturais , sobretudo desde que isso ocorra na outra extremidade do planeta.
As campanhas de sensibilização lançadas pelas organizações não governamentais (ONGs) ou por certos Estados participam também para convencer numerosos cidadãos da importância da biodiversidade, nos planos cultural e ecológico. Mas o sistema econômico e social continua a realçar os valores que vão de encontro a uma conservação durável: lucro a curto prazo, ausência de solidariedade com as gerações futuras etc. É necessário , portanto, integrar o respeito à biodiversidade na educação escolar e extraescolar. O ensino pode ser um instrumento potente para aumentar a tomada  de consciência do público em relação à proteção da biodiversidade , ao formar não só os conhecimentos mas, da mesma forma, as percepções e as atitudes dos jovens frente à biodiversidade.


Hormônios Vegetais


Nos seres pluricelulares , diferenciação celular e crescimento ocorrem em conjunto, caracterizando o que chamamos de desenvolvimento, que se torna visível pela formação de novas estruturas , tecidos e órgãos. Muitos dos fenômenos característicos do crescimento e da diferenciação , nos vegetais , são induzidos e regulados por vários tipos de íons e de substâncias , como por exemplo vitaminas e enzimas. As plantas produzem ainda muitos compostos que atuam na estimulação, na inibição e na regulação de importantes processos como, por exemplo, crescimento , floração, germinação , queda (abscisão) e envelhecimento (senescência) de folhas e frutos , maturação de frutos , brotamento de gemas etc. Essas substâncias de origem interna (endógenas) e que atuam em pequenas doses em diferentes órgãos das plantas , são os fitormônios .  Eles são sintetizados em determinados órgãos e transportados para os órgãos-alvo através dos vasos condutores , dos espaços intercelulares e de célula a célula.  As auxinas são os fitormônios mais importantes das plantas superiores , que atuam facilitando a distensão das paredes celulósicas das células vegetais. Além de existirem em pontas de caules e raízes, essas substâncias também ocorrem nas sementes em germinação, em alguns bolores, nos meristemas de cicatrização , nas folhas e nos frutos. Dentre as auxinas , a mas comum é o AIA (Ácido Indolilacético) , sintetizando a partir do aminoácido triptofano. Sabe-se que os tecidos que sintetizam o AIA são os meristemas. Além disso, está comprovado que o AIA apresenta um transporte polar, dos centros de formação para baixo e nunca o inverso. Atualmente, várias substâncias naturais e sintéticas são agrupadas como auxinas.  Das auxinas sintéticas , as mais comuns são o 2-4 -D (Ácido dioxifenilacético) e o ANA (ácido Naftalenoacético) , largamente usados em experimentos e na agricultura , na forma de pastas ou de pulverizações.  

Os Parênquimas


As células dos parênquimas são poliédricas e isodiamétricas, isto é , com diâmetros iguais nas várias direções; são vivas e suas paredes não tem reforços. Essas paredes são formadas por uma fina lamela média de pectina , situada entre duas camadas mais espessas de celulose. Aí existem muitos pequenos poros, através dos quais finíssimas pontes de protoplasma estabelecem ligação entre as células vizinhas. Tais pontes são os plasmodesmos, que facilitam as trocas metabólicas no tecido. Os parênquimas de preenchimento ocupam espaços entre outros tecidos e formam boa parte da medula (parênquima medular x e do córtex (parênquima cortical) dos caules e das raízes. Os parênquimas clorofilianos são ricos em cloroplastos e , portanto, são responsáveis pela fotossíntese nas folhas e em outros órgãos verdes das plantas. São também chamados de clorênquimas. Os parênquimas de reserva são tecidos predominantes em certos órgãos suculentos , tuberosos (caules , raízes e frutos) e nas sementes , suas grandes células armazenam água (parênquima aquífero), amido (parênquima amilífero) e ainda proteínas , óleos , sacarose e inulina , estas duas últimas substâncias e o amido são carboidratos. Os perênquimas são parênquimas com grandes lacunas ou câmaras entre as suas células , por onde o ar circula. Eles são comuns em órgãos flutuantes e em órgãos que garantem a fácil difusão de gases (oxigênio e gás carbônico) no interior de plantas adaptadas a charcos e mangues , como é o caso das raízes respiratórias e dos pecíolos das folhas do copo-de-leite.

As Peçonhentas Mais Comuns e Seus Venenos


No Brasil, merecem destaque quatro gêneros de cobras peçonhentas: Bothrops (Jararaca, Urutu), Lachesis (Surucucu), Crotalus (Cascavel) e Micrurus (Coral- Verdadeira). As jararacas são as cobras peçonhentas mais comuns, responsáveis por cerca de 90% dos milhares de casos anuais de acidentes. Seu veneno tem forte ação local, necrosante , e causa ainda hemorragias internas. O mesmo tipo de ação vale para a urutu. A surucucu é a maior das peçonhentas. Seu veneno provoca forte dor local , necrose rápida dos tecidos e gangrena. A quantidade de veneno injetado é muito grande e quase sempre provoca a morte do acidentado. A cascavel ocorre em regiões mais áridas , pedregosas. Pode passar de 1 m e a característica típica é o guizo, que ela vibra com vigor quando algo se aproxima , valendo como alerta. O veneno é de efeito neurotóxico , provocando nos acidentados pouca dor local e paralisias. Um sinal clássico é o facies neurotóxico, com o paciente mostrando pálpebras caídas, aspecto sonolento e prostração geral. Há destruição de hemácias e lesões renais que podem levar à morte . O fato curioso é que o guizo ganha um anel a cada muda de pele que a cobra sofre, em geral uma por ano. A coral-verdadeira também tem um forte veneno neurotóxico. Com essa cobra, os acidentes são mais raros, manifestando-se paralisias, visão turva, insalivação , dificuldades respiratórias e de deglutição. As chamadas falsas corais , não-peçonhentas , são maiores e não-agressivas. No entanto, mesmo mansas , não devem ser tocadas, pois neste grupo há dificuldade de identificação.

Genes E Comportamento


Não é correto dizer que os genes determinam um comportamento: eles podem representar apenas, em certos casos, uma entre outras influências, agindo sempre em interação com o ambiente e a cultura. Os genes, portanto, poderiam conferir , juntamente com outros fatores, apenas um potencial para certos comportamentos. A sociedade em que vivemos, a influência da família, da escola e do ambiente de trabalho , nossas experiências pessoais e nosso próprio esforço podem mudar os efeitos dos genes. Se no caso de características físicas, como a cultura, por exemplo, o grau de influência dos genes pode chegar a 90%, em características de personalidade a interferência genética é bem mais fraca e muito mais difícil de ser avaliado.
Nesse caso, o ambiente , soa a forma de estímulos externos, ou o próprio esforço da pessoa podem mudar bastante o resultado final. Isso acontece porque temos uma grande capacidade de aprender e de mudar nosso comportamento de acordo com as experiências pelas quais passamos ao longo da vida. Mesmo o padrão de impressão digital, por exemplo, que tem forte genética, pode ser modificado ainda na vida  intrauterina, quando o feto toca com os dedos a membrana do âmnio. Isso explica porque as impressões digitais de gêmeos univitelinos não são exatamente iguais, apesar de eles terem os mesmos genes. Outro exemplo: alguém com tendência genética para obesidade  pode manter um peso ideal controlando a alimentação. Nesse caso, um fator ambiental - a alimentação- impede que um possível efeito genético apareça. Finalmente, o fato de uma característica ser influenciada geneticamente não significa que ela seja, por isso, boa ou má, ou que não possa ser mudada. Suponhamos , por exemplo, que houvesse tendência genética para agir agressivamente com pessoas estranhas e que essa tendência tivesse sido vantajosa para a sobrevivência da espécie nas sociedades pré-históricas. Isso não quer dizer que ela deve ser mantida, nem que não possa ser modificada . Pelo contrário, com as armas de destruição em massa que o ser humano possui hoje, é vantajoso, nesse caso, estimular a cooperação e diminuir as disputas entre os povos , o que pode ser conseguido com educação, por exemplo.




Termeletricidade


A obtenção de energia elétrica pela termeletricidade é feita com maiores custos e com maior impacto ambiental , mas a construção de uma usina desse tipo requer investimentos menores que a de uma hidrelétrica. O que faz a turbina de uma usina termelétrica girar é a pressão do vapor de água obtido pela queima de carvão mineral , gás ou petróleo (entre vários outros combustíveis possíveis , como o bagaço de cana-de-açúcar, muito utilizado no Brasil), que aquece uma caldeira contendo água. Enquanto a fonte primária de energia das usinas hidrelétricas é a água , disponíveis no local onde é instalada , a das termelétricas tem de ser extraída e transportada (e por vezes importada), o que encarece o produto final: a energia elétrica . Sua vantagem em relação à hidreletricidade é que a localização da usina é determinada pelo mercado consumido e não pelo relevo e hidrografia, o que possibilita sua instalação nas proximidades da área onde há demanda , acarretando gastos menores na transmissão da energia elétrica obtida.

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