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Um Estado Totalitário


O programa do Partido Nazista trazia 25 princípios e proposições para se chegar à constituição de uma "Grande Alemanha". Algumas propostas de esquerda, como a reforma agrária, a participação dos empregados nos lucros e a nacionalização dos trustes estavam presentes. Entretanto, tais metas foram abandonadas quando os nazistas assumiram o poder. O amplo projeto de controle social, guerra e racismo estava explícito desde o inicio da pregação nazista : o antissemitismo; o sufocamento no movimento operário, com a aniquilação do bolchevismo; e a reivindicação do espaço vital, com o impulso para o leste e a conquista da hegemonia sobre a Europa Continental. A adesão de parte da população a tal projeto, no qual a intolerância era levada ao extremo, é , ainda hoje, objeto de debates e controvérsias. Muitos autores consideram que a propaganda nazista foi plantada em terreno fértil, manipulando desejos, preconceitos e ódios, já existentes entre a população. Outros dão mais enfase à situação econômica e social da Alemanha e à violenta repressão, isto é, não tratam apenas do poder de cooptação da propaganda, direta ou dissimulada , e do compartilhamento da ideologia do Terceiro Reich. Sob a liderança de Josef Goebbels (1897-1945), uma concepção da propaganda como arma psicológica capaz de atingir a emoção das massas elevou as técnicas de persuasão política a patamares desconhecidos até então. O uso de pouquíssimas máximas, repetidas incessantemente por diversos meios , inclusive o cinema e o rádio, consolidou-se como uma maneira de destruir os inimigos e formar o " novo homem"nazista. A arte, a literatura, a arquitetura, enfim, todos os aspectos da cultura foram minuciosamente pensados como forma de propaganda do regime. Isso incluía também um forte investimento na educação, ou seja, na modelagem e formação de caráter das gerações mais jovens. Manuais escolares e professores eram preparados para reproduzir a ideologia nazista. Em 1936, a adesão à juventude hitlerista, organização do partido , tornou-se obrigatória para os adolescentes. Ideais de disciplina, sacrifício, sangue, poder, força, militarização, trabalho, esporte, etc. Eram mobilizados para criar uma imagem positiva de felicidade, ligada à preparação de uma  "raça vigorosa e pura", disposta a matar e morrer pelo "Führer".

Nucleoplasma e Cromatina


O nucleoplasma é constituído de substâncias (Íons, vários tipos de enzimas , moléculas de ATP) dissolvidas em água. O termo cromatina é derivado do grego chroma, que significa cor, e foi empregado logo no início do estudo das células , quando os cientistas  verificaram que o núcleo se tinge com determinados tipos de corantes básicos. Hoje se sabe que a cromatina consiste em DNA associado a proteínas histonas e é o material que forma cada um dos cromossomos.   Na interfase, período em que a célula não está em divisão , a cromatina se apresenta como um fio muito longo e fino, que não consegue visualizar individualmente. Somente quando a célula entra em divisão é que se consegue ver os cromossomos individualizados, pois ocorre a condensação da cromatina , que se torna mais curta e espessa. Observando ao microscópio cortes corados de núcleo interfásico , verificam-se dois tipos básicos de cromatina : a heterocromatina, que corresponde a regiões mais coradas da cromatina, pois os filamentos estão mais condensados, e a eucromatina , que corresponde a regiões menos coradas , pois os filamentos estão menos condensados. A eucromatina corresponde aos locais onde os genes estão ativos. Há no interior do núcleo uma região mais densa, não delimitada por membrana, que se cora mais intensamente com corantes básicos. Essa região corresponde ao nucleólo, local de intensa síntese de um tipo de ácido nucleico denominado ácido ribonucleico ribossômico (RNAr). Essa síntese ocorre em certas regiões de determinados cromossomos , denominadas regiões organizadoras do nucléolo , onde estão os genes responsáveis por esse processo. Logo após sua síntese , o RNAr associa-se a proteínas , formando grãos de ribonucleoproteínas, que comporão os ribossomos. Esses grãos permanecem por algum tempo próximos ao local de sua síntese e depois saem do núcleo em direção ao citoplasma, passando através dos poros da carioteca. Enquanto isso, novos grãos vão sendo formados no nucléolo, repondo os que estão saindo do núcleo. O nucléolo corresponde, portanto, a uma região de grande concentração de ribonucleoproteínas e de RNAr.

Giberelinas

Em 1926 , o botânico Kurosawa, observando plantas de arroz parasitadas pelo fungo Gibberella Fujikuroi, notou que elas cresciam exageradamente por alongamento do caule. O extrato desse fungo foi então aplicado em plantas normais de arro, e elas , a exemplo das parasitas, também mostraram um crescimento exagerado. O isolamento desse novo fator estimulante de crescimento, chamado giberelina, deu-se em 1935 e hoje são conhecidas inúmeras delas, das quais a mais comum é o ácido giberélico (giberelina A3 ou GA3).  Como as auxinas , as giberelinas também ocorrem em doses muito pequenas em órgãos novos, sementes em germinação e meristemas . Constatou-se que plantas geneticamente anãs passam a se desenvolver bem, chegando a um tamanho normal, se receberem pulverização de giberelinas. Aplicadas nos ovários das flores de várias espécies de plantas , elas promovem a partenocarpia. As giberelinas atuam ainda na quebra da dormência de sementes , ativando a produção de enzimas que permitem a utilização das substâncias de reserva , como o amigo. Muitas pesquisas demonstraram que extratos de tecido liberiano e soluções normais de alguns órgãos de plantas (água ou leite de coco) estimulam as divisões celulares. O DNA do esperma do arenque , um peixe, também forneceu uma substância ativadora do crescimento , que foi chamada de cinetina. Em 1963, a partir de grãos de milho em germinação, foi obtida outra substância ativa, chamada de (zeatina - referente ao milho , Zea SP). Todas essas substâncias , naturais ou sintéticas , que estimulam as divisões celulares , são genericamente chamadas de citoninas.

Os Cnidários (Celenterados): Animais Urticantes


Os cnidários são animais exclusivamente aquáticos , na grande maioria marinhos, fixos ou de vida livre, isolados ou coloniais. O filo é representado por cerca 11 mil espécies, de hidras de água doce e medusas de apenas alguns milímetros a grandes medusas, que nadam livremente em mar aberto e chegam a alguns metros. O nome do filo refere-se à presença de células especiais, os cnidoblastos, cujo conteúdo , uma substância tóxica , paralisante , pode ser eliminado através de um longo filamento. Os cnidoblastos disparam esse filamento por simples contato, injetando assim a toxina no corpo de outros animais, o que serve para a captura de alimento, pequenos crustáceos e peixes, e também para defesa. Graves acidentes são provocados pelas medusas, também chamadas de águas vivas, e pelas caravelas, em cujos tentáculos se concentram milhares de cnidoblastos. Quanto à forma , os cnidários possuem uma coroa de tentáculos ao redor da boca , na extremidade livre. São exemplos as hidras, as rosas-do-mar (anêmonas) e os corais. As medusas são livres e nadam ativamente ; têm forma de calora esférica , com muitos tentáculos nas bordas. A parede corporal de pólipos e medusas tem uma camada epidermal, externa , com cnidoblastos , células contráteis, pequenas células intersticiais indiferenciadas e células sensoriais. A camada interna, a gastroderme, têm células secretoras de enzimas digestivas; pela primeira vez na linha evolutiva ocorre, portanto, uma digestão extracelular no interior de uma cavidade digestória. Outras células são responsáveis pela digestão intracelular de partículas alimentares microscópicas, completando a digestão. Essas mesmas células têm capacidade de contração. A cavidade digestória é chamada de cavidade gastrovascular, pois desempenha também a função de um sistema de transporte dos alimentos já digeridos. Isso justifica o outro nome dado ao filo: celenterados . Restos não-digeridos são expulsos pela própria boca nos pólipos e medusas. Entre epiderme e gastroderme, há uma camada gelatinosa , a mesogleia, fina nos pólipo e muito volumosa nas medusas, que lhes dá o aspecto de massas aquosas transparentes. Os acnidários são, sem dúvida, mais complexos do que os poríferos por apresentarem digestão extracelular , numa cavidade geral; células contráteis; uma rede de células nervosas simples, dispersa por todo o corpo (sistema nervoso difuso), sob a epiderme; órgãos sensoriais simples e gônadas . No entanto , ainda não possuem sistemas respiratório e excretor: as trocas de gases e a eliminação de excretas ocorrem por difusão direta.

O Plâncton e os Protoctistas

Os oceanógrafos chamam de zona pelágica, a região ocupada pelas águas oceânicas livres, desde as costeiras até as de mar aberto. Nesse ambiente, as comunidades são agrupadas em plâncton e nécton. O plâncton é o conjunto de organismos, geralmente microscópicos , que flutuam livremente e , mesmo que tenham movimentos próprios, são passivamente arrastados pelas correntes marinhas. Já o nécton é representado pelos seres que se movimentam livremente e podem vencer as correntes. Exemplo: Certos moluscos, crustáceos, peixes , tartarugas, golfinhos , baleias etc. Os organismos planctônicos podem ser autótrofos fotossintetizantes, constituindo o chamado fitoplâncton (diatomáceas e dinoflagelados), ou heterótrofos , formando o zooplâncton (microcrustáceos, larvas , pequenas medusas). Sem dúvida , a maior quantidade de biomassa de produtores existente no mundo é representado pelos protoctistas que compõem o fitoplâncton , superando, inclusive , toda a flora do plantae. Assim, esse enorme potencial alimentar garante a manutenção da cadeia alimentar marinha, com toda a sua diversidade e quantidade de organismos, desde o zooplâncton (consumidores I) aos seres maiores , componentes do nécton , por exemplo os peixes (consumidores II e III) e os que vivem no fundo, os seres bentônicos.    São os protoctistas autótrofos unicelulares (algas simples) os responsáveis pelas variadas cores dos mares , desde o verde e o azul até o róseo, dependendo não só dos seus pigmentos mas também de suas migrações verticais, os deslocamentos em profundidade. As bem conhecidas marés vermelhas são devidas a grandes concentrações de dinoflagelados (pirrófitas) , com seus pigmentos vermelhos , em determinadas áreas. Esses organismos podem liberar toxinas na água que provocam a morte de muitos animais , além de intoxicar os que consomem como alimento. O fitoplâncton, sendo dependente de luz solar para a fotossíntese , deve povoar as camadas de água mais superficiais. Para se manter aí, deve ter adaptações especiais como, por exemplo: formas achatadas , de grande superfície; apêndices ou expansões de suas paredes celulares; gotas de óleo imersas no citoplasma; pequenas câmaras de ar; grande porcentagem de água na sua composição; tamanho microscópico. Em relação ao zooplâncton , microcrustáceos , por exemplo, os apêndices locomotores são longos e sempre ativos evitando que os animais sejam arrastados para o fundo. Um ponto que merece atenção , devido às necessidades de alimento para as crescentes populações humanas , é a possibilidade de, no futuro , também se consumir produtores ou pelos menos os consumidores O da cadeia alimentar marinha e não apenas os consumidores II e III (peixes) , como atualmente. Isso é justificável , pois na passagem de cada nível da cadeia alimentar são aproveitados apenas 10% do total  da biomassa consumida. Esta breve visão de alguns aspectos do rico ecossistema marinho nos dá uma ideia da importância de microrganismos que pouco conhecemos, embora sejam os mais abundantes da natureza.

Biotecnologia e Reprodução Humana


Em 26 de julho de 1978 nasceu Louise Brown , uma menina inglesa que se tornou notícia mundial: era o primeiro nascimento de uma criança gerada por fertilização in vitro. Essa técnica consiste em unir , em condições artificiais, em vidraria de laboratório , óvulo e espermatozoide. Um óvulo assim fecundado é deixado em solução de cultura por algum tempo e depois é passado para o útero, sendo chamado de embrião. Esse embrião , na realidade , ainda é uma pequena massa de células (Blástula) resultante das primeiras divisões do zigoto, mas pode se implantar na parede uterina e se desenvolver normalmente.  Note que o implante de um "embrião de proveta" pode ser feito na própria mãe doadora dos óvulos ou em outra mulher , a "mãe de aluguel". O fato de Louise Brown nascer bonita e saudável foi o sinal de aprovação para liberar a técnica que, já nos primeiros anos, gerou centenas de novos "bebês de proveta". Muitas décadas antes , já se fazia , primeiro em animais e depois na espécie humana, fecundação in vitro. Na inseminação artificial, o esperma do marido ou de um doador é inoculado no útero da mulher. A fecundação acontece , portanto, em condições naturais, com o subsequente implante e desenvolvimento do embrião.  As técnicas desenvolvidas nos muitos centros mundiais de reprodução humana assistida foram bastante aperfeiçoadas e têm possibilitado um grande porcentual de sucesso em casais com problemas mais complexos, de diferentes tipos. Uma dessas técnicas é a ICSI , que permite até a um homem que não produz espermatozoides ter filhos com seu patrimônio genético , obtido a partir de espermátides.  Essas células não-flageladas são as precursoras dos espermatozoides e não tem possibilidade de fecundar os óvulos. Pela ICSI são colhidos óvulos e espermátides. Em seguida, com uma finíssima micropipeta, a pequenina espermátide é introduzida diretamente no citoplasma do óvulo , mantido numa placa de petri, sob visualização ao microscópio. Forma-se assim o zigoto e posteriormente o embrião (blástula) é inoculado no útero para a implantação. Esta é , portanto, uma técnica de micromanipulação. Outro recurso recente é o do implante de embriões, que podem ser mantidos em bancos de embriões durante anos, sob congelamento. Eles podem ser implantados em mulheres com diferentes problemas de esterilidade.  

Biodiversidade e Educação


Nos países ocidentais, desenvolveu-se o sentimento um pouco confuso, mas carregado de uma certa culpabilidade , de que seria necessário e urgente proteger uma natureza fortemente degradada pelo conhecimento da população humana e pelo desenvolvimento das atividades econômicas. Alguns cenários catastróficos , baseados na ideia de que a diversidade biológica era indispensável para a manutenção dos fenômenos reguladores da biosfera , ajudaram muito, é verdade , para esta tomada de consciência. Certas instituições de proteção da natureza, divulgadas pela mídia , também sensibilizaram o grande público sobre as ameaças de desaparição que pesam sobre certas espécies emblemáticas, como as pandas, os elefantes , baleias e as focas. Mas o público e os políticos estão ainda relativamente pouco preocupados com o desaparecimento de espécies menos carismáticas e com a degradação dos meios naturais , sobretudo desde que isso ocorra na outra extremidade do planeta.
As campanhas de sensibilização lançadas pelas organizações não governamentais (ONGs) ou por certos Estados participam também para convencer numerosos cidadãos da importância da biodiversidade, nos planos cultural e ecológico. Mas o sistema econômico e social continua a realçar os valores que vão de encontro a uma conservação durável: lucro a curto prazo, ausência de solidariedade com as gerações futuras etc. É necessário , portanto, integrar o respeito à biodiversidade na educação escolar e extraescolar. O ensino pode ser um instrumento potente para aumentar a tomada  de consciência do público em relação à proteção da biodiversidade , ao formar não só os conhecimentos mas, da mesma forma, as percepções e as atitudes dos jovens frente à biodiversidade.


Hormônios Vegetais


Nos seres pluricelulares , diferenciação celular e crescimento ocorrem em conjunto, caracterizando o que chamamos de desenvolvimento, que se torna visível pela formação de novas estruturas , tecidos e órgãos. Muitos dos fenômenos característicos do crescimento e da diferenciação , nos vegetais , são induzidos e regulados por vários tipos de íons e de substâncias , como por exemplo vitaminas e enzimas. As plantas produzem ainda muitos compostos que atuam na estimulação, na inibição e na regulação de importantes processos como, por exemplo, crescimento , floração, germinação , queda (abscisão) e envelhecimento (senescência) de folhas e frutos , maturação de frutos , brotamento de gemas etc. Essas substâncias de origem interna (endógenas) e que atuam em pequenas doses em diferentes órgãos das plantas , são os fitormônios .  Eles são sintetizados em determinados órgãos e transportados para os órgãos-alvo através dos vasos condutores , dos espaços intercelulares e de célula a célula.  As auxinas são os fitormônios mais importantes das plantas superiores , que atuam facilitando a distensão das paredes celulósicas das células vegetais. Além de existirem em pontas de caules e raízes, essas substâncias também ocorrem nas sementes em germinação, em alguns bolores, nos meristemas de cicatrização , nas folhas e nos frutos. Dentre as auxinas , a mas comum é o AIA (Ácido Indolilacético) , sintetizando a partir do aminoácido triptofano. Sabe-se que os tecidos que sintetizam o AIA são os meristemas. Além disso, está comprovado que o AIA apresenta um transporte polar, dos centros de formação para baixo e nunca o inverso. Atualmente, várias substâncias naturais e sintéticas são agrupadas como auxinas.  Das auxinas sintéticas , as mais comuns são o 2-4 -D (Ácido dioxifenilacético) e o ANA (ácido Naftalenoacético) , largamente usados em experimentos e na agricultura , na forma de pastas ou de pulverizações.  

Os Parênquimas


As células dos parênquimas são poliédricas e isodiamétricas, isto é , com diâmetros iguais nas várias direções; são vivas e suas paredes não tem reforços. Essas paredes são formadas por uma fina lamela média de pectina , situada entre duas camadas mais espessas de celulose. Aí existem muitos pequenos poros, através dos quais finíssimas pontes de protoplasma estabelecem ligação entre as células vizinhas. Tais pontes são os plasmodesmos, que facilitam as trocas metabólicas no tecido. Os parênquimas de preenchimento ocupam espaços entre outros tecidos e formam boa parte da medula (parênquima medular x e do córtex (parênquima cortical) dos caules e das raízes. Os parênquimas clorofilianos são ricos em cloroplastos e , portanto, são responsáveis pela fotossíntese nas folhas e em outros órgãos verdes das plantas. São também chamados de clorênquimas. Os parênquimas de reserva são tecidos predominantes em certos órgãos suculentos , tuberosos (caules , raízes e frutos) e nas sementes , suas grandes células armazenam água (parênquima aquífero), amido (parênquima amilífero) e ainda proteínas , óleos , sacarose e inulina , estas duas últimas substâncias e o amido são carboidratos. Os perênquimas são parênquimas com grandes lacunas ou câmaras entre as suas células , por onde o ar circula. Eles são comuns em órgãos flutuantes e em órgãos que garantem a fácil difusão de gases (oxigênio e gás carbônico) no interior de plantas adaptadas a charcos e mangues , como é o caso das raízes respiratórias e dos pecíolos das folhas do copo-de-leite.

As Peçonhentas Mais Comuns e Seus Venenos


No Brasil, merecem destaque quatro gêneros de cobras peçonhentas: Bothrops (Jararaca, Urutu), Lachesis (Surucucu), Crotalus (Cascavel) e Micrurus (Coral- Verdadeira). As jararacas são as cobras peçonhentas mais comuns, responsáveis por cerca de 90% dos milhares de casos anuais de acidentes. Seu veneno tem forte ação local, necrosante , e causa ainda hemorragias internas. O mesmo tipo de ação vale para a urutu. A surucucu é a maior das peçonhentas. Seu veneno provoca forte dor local , necrose rápida dos tecidos e gangrena. A quantidade de veneno injetado é muito grande e quase sempre provoca a morte do acidentado. A cascavel ocorre em regiões mais áridas , pedregosas. Pode passar de 1 m e a característica típica é o guizo, que ela vibra com vigor quando algo se aproxima , valendo como alerta. O veneno é de efeito neurotóxico , provocando nos acidentados pouca dor local e paralisias. Um sinal clássico é o facies neurotóxico, com o paciente mostrando pálpebras caídas, aspecto sonolento e prostração geral. Há destruição de hemácias e lesões renais que podem levar à morte . O fato curioso é que o guizo ganha um anel a cada muda de pele que a cobra sofre, em geral uma por ano. A coral-verdadeira também tem um forte veneno neurotóxico. Com essa cobra, os acidentes são mais raros, manifestando-se paralisias, visão turva, insalivação , dificuldades respiratórias e de deglutição. As chamadas falsas corais , não-peçonhentas , são maiores e não-agressivas. No entanto, mesmo mansas , não devem ser tocadas, pois neste grupo há dificuldade de identificação.

Genes E Comportamento


Não é correto dizer que os genes determinam um comportamento: eles podem representar apenas, em certos casos, uma entre outras influências, agindo sempre em interação com o ambiente e a cultura. Os genes, portanto, poderiam conferir , juntamente com outros fatores, apenas um potencial para certos comportamentos. A sociedade em que vivemos, a influência da família, da escola e do ambiente de trabalho , nossas experiências pessoais e nosso próprio esforço podem mudar os efeitos dos genes. Se no caso de características físicas, como a cultura, por exemplo, o grau de influência dos genes pode chegar a 90%, em características de personalidade a interferência genética é bem mais fraca e muito mais difícil de ser avaliado.
Nesse caso, o ambiente , soa a forma de estímulos externos, ou o próprio esforço da pessoa podem mudar bastante o resultado final. Isso acontece porque temos uma grande capacidade de aprender e de mudar nosso comportamento de acordo com as experiências pelas quais passamos ao longo da vida. Mesmo o padrão de impressão digital, por exemplo, que tem forte genética, pode ser modificado ainda na vida  intrauterina, quando o feto toca com os dedos a membrana do âmnio. Isso explica porque as impressões digitais de gêmeos univitelinos não são exatamente iguais, apesar de eles terem os mesmos genes. Outro exemplo: alguém com tendência genética para obesidade  pode manter um peso ideal controlando a alimentação. Nesse caso, um fator ambiental - a alimentação- impede que um possível efeito genético apareça. Finalmente, o fato de uma característica ser influenciada geneticamente não significa que ela seja, por isso, boa ou má, ou que não possa ser mudada. Suponhamos , por exemplo, que houvesse tendência genética para agir agressivamente com pessoas estranhas e que essa tendência tivesse sido vantajosa para a sobrevivência da espécie nas sociedades pré-históricas. Isso não quer dizer que ela deve ser mantida, nem que não possa ser modificada . Pelo contrário, com as armas de destruição em massa que o ser humano possui hoje, é vantajoso, nesse caso, estimular a cooperação e diminuir as disputas entre os povos , o que pode ser conseguido com educação, por exemplo.




Termeletricidade


A obtenção de energia elétrica pela termeletricidade é feita com maiores custos e com maior impacto ambiental , mas a construção de uma usina desse tipo requer investimentos menores que a de uma hidrelétrica. O que faz a turbina de uma usina termelétrica girar é a pressão do vapor de água obtido pela queima de carvão mineral , gás ou petróleo (entre vários outros combustíveis possíveis , como o bagaço de cana-de-açúcar, muito utilizado no Brasil), que aquece uma caldeira contendo água. Enquanto a fonte primária de energia das usinas hidrelétricas é a água , disponíveis no local onde é instalada , a das termelétricas tem de ser extraída e transportada (e por vezes importada), o que encarece o produto final: a energia elétrica . Sua vantagem em relação à hidreletricidade é que a localização da usina é determinada pelo mercado consumido e não pelo relevo e hidrografia, o que possibilita sua instalação nas proximidades da área onde há demanda , acarretando gastos menores na transmissão da energia elétrica obtida.

Florestas Temperadas


As florestas temperadas localizamos nas regiões de clima temperado, com as quatro estações do ano bem definidas, como algumas áreas dos Estados Unidos, da Europa, da Ásia e da América do Sul. A maioria das florestas temperaturas caracteriza-se pela perda das folhas das árvores no fim do outono, o que reduz a perda de água no inverno. As folhas voltam a crescer na primavera. Por isso essas florestas são chamadas de decíduas ou caducifólias. Entre as árvores dominantes , estão o carvalho, o bordo , a nogueira e a faia. Há também musgos , samambaias e arbustos. Existem vários invertebrados , anfíbios, répteis , aves e mamíferos , como ratos  silvestres, marmotas , veados , ursos, gambás, pumas , lobos, linces, raposas , gatos selvagens e esquilos. No inverno , muitos insetos e vertebrados migram para regiões mais quentes , hibernam ou se enterram em tocas. Em alguns casos, os indivíduos morrem, mas seus ovos sobrevivem e se desenvolvem na primavera.

Microscópios Eletrônicos


O estudo detalhado das estruturas celulares só foi possível com o advento dos microscópios eletrônicos (ME), que permitem observar as células com aumentos muito maiores. Isso é possível porque os microscópios eletrônicos utilizam feixes de elétrons para analisar o objeto a ser estudado, em substituição aos feixes de luz. Os microscópios eletrônicos podem ser de transmissão ou de varredura. Os de transmissão são empregados para analisar estruturas cortadas em fatias muito finas. Já os de varredura são empregados para analisar a superfície do corpo dos seres vivos, das células e até mesmo das moléculas. O material a ser analisado ao ME deve ser devidamente fixado e corado com sais de metais pesados que propiciam contrastes nas estruturas das células, tornando-as menos permeáveis aos feixes de elétrons. As estruturas mais coradas são vistas em preto ou cinza-escuro e as menos coradas , em tons de cinza-claro. A imagem é vista em uma tela e pode ser impressa como fotografia. Como são sempre em preto-e-branco, essas fotografias podem ser posteriormente coloridas artificialmente , buscando-se evidenciar ainda mais as estruturas celulares.   As fotografias obtidas com o uso dos diferentes tipos de microscópios são chamadas micrografias. Quando tiradas pelo microscópio de luz, fala-se em micrografia de luz ou fotomicrografia. Quando tiradas pelo microscópios eletrônico, fala-se em micrografia eletrônica ou eletro-micrografia.


Endocitose E Exocitose


Foram discutidos os mecanismos pelos quais pequenas moléculas e os íons atravessam a membrana plasmática. Partículas maiores não conseguem atravessar a membrana, mas podem ser incorporadas à célula por endocitose , ou ser eliminadas por exocitose. A endocitose pode ocorrer por dois processos básicos: a fagocitose e a pinocitose. A fagocitose é um processo de ingestão de partículas grandes , como microrganismos e restos de outras células. A pinocitose está relacionada à ingestão de moléculas dissolvidas em água , como polissacarídeos e proteínas . A fagocitose é um mecanismo empregado por muitos protistas , em especial as amebas , para a obtenção de alimento , englobando outros microrganismos. Nos multicelulares, a fagocitose é exercida apenas por certas células especializadas. Nas células que realizam fagocitose , o material ingerido fica no interior de uma vesícula grande, denominada fagossomo, um tipo de vacúolo alimentar , e é degradado por ação de enzimas específicas. Ao contrário da fagocitose , que é realizada apenas por algumas células especializadas, a pinocitose ocorre praticamente em todos os tipos celulares. As partículas ingeridas por pinocitose ficam no interior de pequenas vesículas denominadas pinossomos e podem servir como alimento para as células. Enquanto os mecanismos de endocitose descritos envolvem a ingestão de materiais , a exocitose envolve a eliminação de material, de dentro para fora da célula. A exocitose é um processo frequente nas células com função secretora, como as do pâncreas, por exemplo, que secretam insulina e glucagon (hormônios lançados na corrente sanguínea que atuam no metabolismo de açúcares). Também por exocitose são eliminados resíduos do material digerido dentro da célula. Esse tipo de exocitose é denominado clasmocitose ou defecação celular.

Os Experimentos de Needham e Spallanzani


Em 1745, o cientista inglês John T. Needham (1713-1781) realizou vários experimentos em que submetia à fervura frascos contendo substâncias nutritivas.  Após a fervura , fechava os frascos com rolhas e deixava-os em repouso por alguns dias. Depois , ao examinar essas soluções ao microscópio. Needham observava a presença de microrganismos. A explicação que ele deu a seus resultados foi a de que os microrganismos teriam surgido por geração por geração espontânea. Ele dizia que a  solução nutritiva continha uma "Força Vital" responsável pelo surgimento das formas vivas. Posteriormente, em 1770, o pesquisador italiano Lazzaro Spallanzani (1729-1799) repetiu os experimentos de Needham com algumas modificações e observe resultados diferentes. Spallanzani colocou substâncias nutritivas em balões de vidro, fechando-os hermeticamente. Esses balões assim preparados eram colocados em caldeirões com água e submetidos à fervura durante algum tempo. Deixava resfriar por alguns dias  e então ele abria os frascos e observava o líquido ao microscópio. Nenhum organismo estava presente. Spallanzani explicou que Needham não havia fervido sua solução nutritiva por tempo suficientemente longo para matar todos os microrganismos existentes nela e, assim , esterilizá-la. Needham respondeu a essa crítica dizendo que, ao ferver por muito tempo as substâncias nutritivas em recipientes hermeticamente fechados, Spallanzani havia destruído a "força vital" e tornado o ar desconfortável ao aparecimento da vida. Nessa polêmica, Needham saiu fortalecido. Na época em que esses pesquisadores viveram , a corrente de pensamento mais aceita era o vitalismo, que perdurou até o início do século XX. Os vitalistas propunham que, se os movimentos dos astros eram explicados por uma força invisível ou essência , também deveria existir uma essência da vida ou força vital. A queda do vitalismo ocorreu devido ao fracasso de uma infinidade de experimentos destinados a provar a existência de uma força  vital unificadora. Dentre esses experimentos, destaca-se o de Pasteur.

A Luta Armada Contra a Ditadura


O Partido Comunista Brasileiro (PCB) era a mais tradicional organização de esquerda do país e , mesma na clandestinidade, no início da década de 1960, defendia  uma proposta de revolução gradualista , aproximando-se da ala esquerda do PTB. A proposta era construir uma aliança com a burguesia nacional e a ala progressista das Forças Armadas para combater os inimigos comuns: o imperialismo e o latifúndio . Sob a liderança de Luís Carlos Prestes , mesmo após o golpe de 1964, o PCB continuou defendendo a via pacífica, com a formação de uma frente democrática contra a ditadura. No contexto da Guerra Fria e com a polarização da situação interna brasileira, as dissidências no movimento revolucionário brasileiro aumentaram. Em 1962, fundou-se o Partido Comunista do Brasil (PC  do B) , que adotava a linha revolucionária chinesa . A partir de 1966, ampliaram-se os grupos que propunham uma ação guerrilheira contra o governo militar. A revolução Cubana foi uma grande fonte de inspiração, especialmente, para os membros do movimento estudantil que optaram pela luta armada.
Assim, surgiram a Aliança Libertadora Nacional (ALN) , o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) , a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) , entre outros . Em 1969, o PC do B começou a instalar militantes na região do Araguaia , na fronteira entre os estados do Pará, Maranhão e atual Tocantis , a fim de formar uma guerrilha rural. Com a imprensa tratando-os como terroristas e inimigos da pátria , as ações da luta armada mantiveram-se isoladas e não encontraram apelo popular. Seus principais líderes , como Carlos Marighela (1969) e Carlos Lamarca (1971), foram mortos pelas forças militares. Entre 1971 e 1975, o governo enfrentou , de forma sigilosa , a Guerrilha do Araguaia . A maioria dos guerrilheiros foi detida ou morta.

Australopitecos



Entre os possíveis ancestrais da linhagem dos hominídeos estão os australopitecos, integrantes do gênero Australopitecos ("Macaco do Sul") . Eles viveram nas savanas africanas de 4,2 milhões a 1,4 milhão de anos atrás, mediam entre 1 m e 1,5 m de altura , pesavam entre 30 kg e 50 kg e tinham o cérebro semelhante ao do chimpanzé. Estudando a posição dos ossos da bacia e do joelho e de impressões de suas pegadas , deduziu-se que todos podiam andar sobre duas penas (tinham postura ereta). Em 1974, foi descoberto na Etiópia um fóssil com 3,18 milhões de anos. Ele pertencia , possivelmente, a um criatura do sexo feminino, com 30 kg , 1,07 m de altura e postura ereta, era formado por 52 ossos e o crânio tinha 420 cm³. Foi batizado de Lucy.Lucy pertence à espécie de Australopitecos Afarensis , que viveu entre 3,8 milhões e 2,9 milhões de anos atrás e tinha 375 cm³ a  550 cm³ de cérebro , semelhante ao do chimpanzés , mas dentes e ossos da perna parecidos com os da espécie humana , e postura ereta.  Fósseis ainda mais antigos já tinham sido descobertos , como o Ardipithecus Ramidus, de 5,8 a 5,2 milhões de anos, o Australopithecus Anamensis, de 4,2 a 3,9 milhões de anos, o Orrorin Tugenensis, com cerca de 6 milhões de anos , e o Sahelanthropus Tchadensis, que, com cerca de 7 milhões de anos , talvez seja o mais próximo dos antepassados comuns do Chimpanzé e do homem. Há cerca de 3 milhões a 2,2 milhões de anos surgiram outras espécies de australopitecos , como o Australopithecus Africanus , o Australopithecus Garhi e o Australopithecus Robustus (Mais tarde colocado em outro gênero e denominado Paranthropus Robustus).


Extinções em Massa

A crosta da Terra é dividida em placas , as placas tectônicas , que se deslocam lentamente. Esse movimento provocou alterações climáticas e no nível dos mares ,  que inundaram imensas áreas de terra e depois recuaram . Além disso, as mudanças climáticas podem ser provocadas  também por vulcões que entram em erupção e meteoritos e asteroides vindos do espaço que se chocam contra a Terra. Essas mudanças climáticas provocaram em certos momentos da história da Terra a extinção de grande número de espécies em um curto intervalo de tempo (Em termos geológicos , curtos significa entre 10 e 100 mil anos ) - são as extinções em massa. No fim do período Cambriano, 85% das espécies se extinguiram. Na transição entre o Ordoviciano e o Siluriano, outra extinção eliminou 25% das famílias de organismos marinhos. No fim do período Permiano, houve a maior extinção em massa na história do planeta : cerca de 90% das espécies marinhas, 70% dos animais terrestres e a maioria das plantas desapareceram.
Faltou pouco para a vida sumir da Terra.  O fator responsável por essa extinção pode ter sido as mudanças climáticas provocadas pela união de várias placas tectônicas em um único "supercontinente" , a Pangeira. No entanto , descobertas recentes indicam que essa extinção pode ter sido provocada por um asteroide ou um cometa que colidiu com a Terra, levantando uma nuvem de poeira e cinzas , que deixou o planeta escuro e frio por centenas de anos, e provocando intensa atividade vulcânica , que cobriu imensas áreas com lava. Outra extinção em massa ocorreu no fim do Triássico, eliminando cerca de metade das espécies. A causa mais provável foi um grande derramamento de lava, mas não está afastado o choque de um asteroide ou cometa contra o planeta. No fim do Cretáceo , ocorreu outra grande extinção em massa, eliminando cerca de 85% das espécies. O estudo dos fósseis parece indicar que no ambiente terrestre foram eliminadas as espécies com mais de 25 kg.  Saíram de cena várias espécies de invertebrados , algas e répteis , incluindo os dinossauros. Uma das teorias  mais aceitas para essa extinção é a que supõe a queda da superfície da Terra de um asteroide com cerca de 10 km de diâmetro. Novos estudos , porém, indicam que ela pode ter sido causada por erupções vulcânicas.

Desconcentração da Atividade Industrial

Função de fatores históricos e de novos investimentos em infraestrutura de energia e transportes , entre outros , o parque industrial brasileiro vem se desconcentrando e apresenta uma maior dispersão espacial dos estabelecimentos industriais em regiões historicamente marginalizadas. Embora desde o inicio do século XX o eixo São Paulo-Rio de Janeiro seja responsável por mais de metade do valor da produção industrial brasileira, até a década de 1930 a organização espacial das atividades econômicas era dispersa. As atividades econômicas regionais progrediam de forma quase totalmente autônoma. A região Sudeste, onde se desenvolvia o ciclo do café, quase não interferia nem sofria interferência das atividade econômicas que se desenvolviam no Nordeste (Cana, tabaco, cacau e algodão) ou no Sul (carne, indústria têxtil e pequenas agroindústrias de origem familiar). As indústrias de bens de consumo , a maioria ligada aos setores alimentícios de bens de consumo, a maioria ligada aos setores alimentício e têxtil , escoavam a maior parte da sua produção apenas em escala regional. Somente um pequeno volume era destinado a utras regiões , não havendo significativa competição entre as empresas instaladas nas diferentes regiões do país , consideradas até então arquipélagos econômicos regionais. Com crise do café e o impulso à industrialização , comandada pelo Sudeste , esse quadro se alterou. A oligarquia agrária do setor cafeeiro deslocou investimentos para o setor industrial implantado, principalmente em São Paulo, fábricas modernas para os padrões da época. O governo federal , presidido por Getúlio Vargas , promoveu a instalação de um sistema de transportes integrando os arquipélagos econômicos regionais.

Houve uma invasão de produtos industriais do Sudeste nas demais regiões do país , o que levou muitas indústrias, principalmente nordestinas, à falência. Assim , com a crise do café , iniciou-se o processo de integração dos mercados regionais , comandado pelo centro econômico mais dinâmico do país, o eixo São Paulo-Rio de Janeiro.
Além de terem se iniciado com mais força no Sudeste , as atividades industriais tenderam a concentrar-se nessa região por causa de dois fatores básicos: - A complementariedade Industrial: As industrias de autopeças tendem a se localizar próximo às automobilísticas , as petroquímicas , próximo às refinarias. - A concentração de investimentos públicos no setor de infra-estrutura industrial: Pressionado pelos detentores do poder econômico , os governantes  costumam atender ás suas reivindicações .
O governo gastaria menos  concentrando investimentos em determinada região em vez de distribuí-los pelo território nacional, sobretudo no início do processo de industrialização , quando os recursos eram mais escassos. A primeira grande ação governamental para dispersar o parque industrial aconteceu em 1968, quando foi criada a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e instalado um polo industrial naquela cidade, o que promoveu grande crescimento econômico. A seguir, como resultado dos Planos Nacionais de Desenvolvimento dos governos Médici e Geisel, no final da década de 1970 e início da seguinte começaram a ser inauguradas as primeiras usinas hidrelétricas  nas regiões Norte e Nordeste : Tucuruí , no Rio Tocantins; Sobradinho , no São Francisco , e Boa Esperança , no Parnaíba. Quando o governo passou a atender ao menos parte  das necessidades de infraestrutura das regiões historicamente marginalizadas, começou a haver um processo  de dispersão do parque industrial pelo território, não apenas em escala nacional, mas regional.
Além da alocação de infraestrutura, ao longo da década de 1990 , as indústrias passaram a se dispersar em bisca de mão de obra mais barata e politicamente desorganizada, provocando a intensificação da guerra fiscal entre e municípios que reduzem impostos e oferecem outras vantagens , como doação de terrenos , para atrair empresas. Mesmo no estado de São Paulo, o mais equipado país quanto à infraestrutura de energia e transportes , historicamente houve maior concentração de industrias na Região Metropolitana de São Paulo. Atualmente, seguindo uma tendência já verificada em países desenvolvidos , ocorre um processo de deslocamento das industrias em direção às cidades m´dias do interior , que , por isso, apresentam índices de crescimento econômico superiores aos da Grande São Paulo. Isso é possível graças a grande desenvolvimento da informática e à modernização da infraestrutura de produção de energia , transporte e comunicação , criando condições de especializar em poucos setores da atividade econômica e a buscar em outros mercados (do Brasil ou do Exterior) as mercadorias que satisfaçam as necessidades diárias de consumo da população.

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